Resumo Trabalho

PERCEPÇÃO DOS ESTUDANTES DE GRADUAÇÃO EM FARMÁCIA SOBRE A ABORDAGEM DO TEMA: PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES EM SUA MATRIZ CURRICULAR

Autor(es): IVANA GLAUCIA BARROSO DA CUNHA, ELISANGELA CHRISTHIANNE BARBOSA DA SILVA GOMES, FLÁVIA PATRICIA MORAIS DE MEDEIROS

A inclusão da disciplina de Práticas integrativas e Complementares na grade curricular do curso superior de saúde considera o indivíduo como ser global sem perder de vista sua singularidade quando da explicação de seus processos de adoecimento e de saúde, corroborando para a integridade da saúde. O objetivo desta pesquisa foi analisar a percepção dos graduandos em Farmácia sobre a abordagem das práticas integrativas e complementares durante o curso. Foi realizado um estudo descritivo de corte transversal com componente analítico, utilizando estudantes de graduação do curso de Farmácia, do 2º ao 8º período da Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS), localizada em Recife – PE. O projeto foi analisado pelo Comitê de Ética em pesquisa da instituição, e aprovado sob número de parecer 1.796.151. Após a obtenção do consentimento livre e esclarecido, foi aplicado um questionário contendo vinte e oitos itens em forma de questões objetivas. Todos os dados coletados foram digitados em planilhas no programa Microsoft Excel for Mac 2011(V14.0.0) para posterior processamento e análise dos dados. Resultado: 52 discentes foram entrevistados, dos quais 97% afirmou que em algum momento da graduação o tema Praticas Integrativas e Complementares foi abordo na IES, 50% destes discentes identificaram a abordagem nos momentos de debate sobre os temas transversais e 34% em grupos tutorias. Por outro lado, 55% afirmam não conhecer a PNPIC, e 55% não souberam responder se as Práticas Integrativas e Complementares (PIC) são oferecidas pelo SUS. Todos consideram importante a abordagem do tema PIC para sua formação profissional, e 66% afirmaram que a IES deu base suficiente para entender as aplicações das práticas integrativas e Complementares. Quando questionados se já conheciam as PIC antes da graduação, 70% afirmaram que não. Fischborn et al (2016) em seu trabalho verificou que devido falta de conhecimento da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), como também, a falta de formação dos profissionais de saúde nesta área, sugeriu uma reformulação nas matrizes curriculares nos cursos de saúde para transmitir os conhecimentos da PNPIC, além de auxiliar os profissionais de saúde que atuarão no Serviço Único de Saúde (SUS). Portanto, a inclusão das PNPIC na grade curricular dos profissionais de saúde é importante, porque seus preceitos destacam-se o cuidado humanizado, integral e continuado indivíduos.

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