Resumo Trabalho

AS CRIANÇAS, A ESCOLA E AS PRÁTICAS INTEGRATIVAS/COMPLEMENTARES EM SAÚDE: RELATO DE EXPERIÊNCIA

Autor(es): HYLARINA MARIA MONTENEGRO DINIZ SILVA, SUÊNIA SILVA DE MESQUITA XAVIER, REGINA HELENA NASSER DOS SANTOS

Introdução: As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICs) integram sistemas médicos complexos e recursos terapêuticos e foi o referencial do Projeto de Extensão A Escola, a Família e as Praticas Integrativas/Complementares do Departamento de Enfermagem da UFRN. O projeto teve como objetivos: oferta de Kung Fu e atendimento individual e coletivo com Terapia Floral, Aromaterapia e Reiki de alunos da Escola Estadual Izabel Gondim localizada na cidade de Natal/RN; e oferta de cursos de capacitação para docentes, servidores e profissionais de saúde do município de Natal em terapia floral e aromaterapia, com vistas a contribuir com implantação das PICs nas unidades de saúde locais. Metodologia: O projeto utilizou as PICs: (1) Terapia Floral: o sistema utilizado foi o Bush Flower Essence of Australia. Os florais foram utilizadas com posologia de 7 gotas 2 vezes ao dia. Dentre as fórmulas a Cognis Essence foi usada para o aprendizado e auto expressão. (2) Aromaterapia: terapia que envolve o sentido do olfato que utiliza as propriedades curativas das moléculas químicas dos Óleos Essenciais (OE) com objetivo de promover foco, concentração, clareza, objetividade, tranquilidade, serenidade e calma. Os óleos usados: Laranja Doce, Limão Siciliano, Tangerina, Lavanda, Hortelã Pimenta e Eucalipto Globulus. (3) Reiki: energia cósmica aplicada pelo terapeuta pela imposição das mãos. Os alunos foram atendidos individualmente por profissional Mestre em Reiki uma vez a cada 15 dias ou conforme necessidade. (4) Kung Fu: arte marcial oferecida duas vezes por semana com o objetivo de desenvolver disciplina, respeito e concentração. Resultados e Discussão: A implantação das PICs foi avaliada por professores, servidores e alunos, considerando os indicadores: comportamento, realização de atividades, melhoria dos conceitos atribuídos às disciplinas e socialização. Os relatos apontam para diminuição das brigas durante o intervalo e da necessidade da intervenção da direção geral da escola nos conflitos entre alunos, melhoria de conceitos em disciplinas, maior interesse dos alunos nas atividades em sala de aula. Conclusões: É possível afirmar que as PICs são estratégias de mudança no padrão biologizante e medicalizante do cuidado e da promoção da saúde. Promover a oferta das PICs nas escolas lança o desafio de envolver os setores de saúde e educação como co-responsáveis na criação de ações e espaços que integrem às PICs ao seu cotidiano.

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