Resumo Trabalho

VIVÊNCIA EM ACUPUNTURA: FORTALECENDO AS PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES NO CURSO DE BIOMEDICINA

Autor(es): KRISTIANA CERQUEIRA MOUSINHO, WILLAMS ALVES DA SILVA , BARBARA VIRGÍNIA DE LIMA E SILVA SANTOS, ROBERTA ADRIANA OLIVEIRA ESTEVAM e orientado por IVANILDE MICIELE DA SILVA SANTOS

Introdução: No Brasil o interesse pela pesquisa das práticas complementares ainda é pequeno, apesar do aumento da demanda por elas, e sua inclusão nas universidades ainda é muito recente (BRASIL, 2006; SALLES, 2008). O papel das universidades em proporcionar o discente o contato com as PIC`s é de fundamental importância para fortalecer as práticas integrativas como escolha de campo de atuação, além de despertar a visão do cuidado integral. Portanto a vivência em acupuntura, disciplina do curso de graduação em Biomedicina, procura aproximar os graduandos com as PIC`s através do acompanhamento dos pacientes atendidos e estudo sobre acupuntura, além de conhecer outro campo de atuação profissional. Como também proporcionar aos pacientes a realização de um tratamento ainda com pouca acessibilidade no SUS. Metodologia: A vivência faz parte da disciplina de Biomedicina desde 2012, que acontece semestralmente, onde 50% das atividades da disciplina corresponde as aulas expositivas e discussivas, e 50% funciona em forma de acompanhamento aos pacientes. As atividades são realizadas no Centro Universitário CESMAC. A turma é dividida em 3 grupos e realizado a consulta nos pacientes. O grupo envia por email ao docente, especialista em acupuntura, as sugestões de pontos auriculares que podem auxiliar no tratamento do indivíduo. O docente responsável monta o plano de tratamento e considera, se pertinente, as sugestões encaminhadas pelo grupo. Em seguida, as sessões são realizadas 1 por semana, no horário da aula da disciplina. Ao todo são feitos 5 atendimentos/paciente. Ao final os grupos apresentam os casos, as intervenções realizadas e a evolução do paciente. Resultados: 21 pacientes foram atendidos e várias patologias foram contempladas. Os pacientes relatam a melhoria da doença e 90% realatam que nunca tiveram contato com a técnica. Além da inserção das agulhas nos acupontos, o uso da moxabustão e ventosa também fazem parte do tratamento (CARVALHO et al., 2015). Todos os pacientes relatam a vontade de continuar o tratamento. Caso haja necessidade de continuidade o paciente é encaminhado ao PAT (Programa Agulha Terapêutica) desenvolvido na mesma instituição de ensino. Os discentes (90%) afirmam que a disciplina traz uma nova perspectiva de atuação profissional e 100% consideram relevante para a sua formação. Pelo menos 20% mostram interesse em se especializar na área. Conclusões: O interesse acadêmico pela acupuntura tem crescido, em muitas universidades Brasileiras a acupuntura tem sido disciplina optativa nos cursos de medicina, sendo muito discreto a implantação de vivências e projetos para contribuir com o interesse do profissional das outras áreas da saúde. Como visto, o contato dos universitários com as PIC´s desperta o interesse acadêmico e da população pela acupuntura. Referências Bibliográficas: BRASIL. Portaria 971, de 06 de maio de 2006: Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC). Ministério da Saúde. Disponível em: . Acesso em 01 jul. 2017. CARVALHO, P.C; OBA, M.V; SILVA, L.C.M; SCANDIUZZ, R.J; SOARES, D.W; ORNELA, R.G. Acupuntura no Tratamento da dor lombar. J Health Sci Inst.,33(4), p. 333-8, 2015. SALLES, S. A. C. Homeopatia, Universidade e SUS: resistências e aproximações. Aderaldo & Rothschild Editores/FAPESP. São Paulo, 2008.

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