Resumo Trabalho

A MUSICOTERAPIA FRENTE AS ALTERAÇÕES EMOCIONAIS DA GESTAÇÃO, PARTO E PUERPÉRIO: UMA PRÁTICA DA EQUIPE DE ENFERMAGEM.

Autor(es): VINICIUS COSTA MAIA MONTEIRO , ILZA IRIS DOS SANTOS, JESSYKALINE FERREIRA DE CARVALHO, NEWTON CHAVES NOBRE e orientado por JOCASTA MARIA OLIVEIRA MORAIS

A maternidade é um importante evento na vida da mulher, para a qual seu corpo está fisiologicamente preparado. Contudo, esse evento parece predispor ao aparecimento de transtornos emocionais, podendo ser, por exemplo: depressão, psicose puerperal, mudanças de humor e principalmente ansiedade (PRIMO; AMORIM, 2008). O estresse denota o estado gerado pela percepção de estímulos que provocam excitação emocional e, ao perturbarem a homeostasia, disparam um processo de adaptação, caracterizado entre outras alterações, pelo aumento de secreção de adrenalina, produzindo diversas manifestações sistêmicas, com distúrbios fisiológicos e psicológicos (MARGIS et al., 2003). Torna-se então, cada vez mais comum o uso de técnicas, que incluem o relaxamento, na tentativa de avaliar os fatores estressantes da vida moderna; alguns exemplos que têm sido utilizados especificamente no trabalho de parto é o banho terapêutico, massagens, técnica de respiração e relaxamento, aromaterapia, mudança de posição e musicoterapia (LIMA et al., 2014; OLIVEIRA E SILVA et al., 2013). Diante disso, destaca-se a musicoterapia, a qual pode reconstruir identidades, integrar pessoas, reduzir a ansiedade e proporcionar a construção de autoestima. Tendo um poder ilimitado frente aos seres vivos, causando-lhes diversos sentimentos, como rir, chorar, aprender, sonhar (LIMA et al., 2014). Conforme Gohn (2010), a música tem poderes para acalmar ou exaltar, alegrar ou entristecer, diminuir a dor ou trazê-la de volta, fazer lembrar ou fazer esquecer. A estimulação pré-natal auditiva consegue um maior relaxamento da mulher, durante o trabalho de parto, reduzindo seu nível de ansiedade, dando-lhe maior autocontrole sobre a dor e consciência sobre as sensações físicas. Desde a Antiguidade, a música é utilizada como um recurso terapêutico de acordo com o conhecimento de sua influência no homem e a evolução das concepções de cada época sobre o que é saúde, doença e cura. Nightingale (1989) já cogitava a utilização da música como recurso terapêutico desde o início da enfermagem como profissão. No Brasil, alguns estudos apresentam uma diversidade de práticas desenvolvidas com a utilização da música como um recurso terapêutico direcionado a diferentes clientes e finalidades. A equipe de enfermagem, por ser responsável por alguns procedimentos com protocolos estabelecidos, acabou tornando a assistência algo mecanizado, esquecendo-se de que também é sua função olhar para o paciente como um todo e que isto faz a diferença no resultado final do cuidado prestado, com satisfação para ambas às partes, de quem é cuidado e de quem cuida. A investigação de novas técnicas complementares à assistência, para que a mesma seja mais humanizada acarretará em melhoria do serviço e da sua qualidade (OLIVEIRA, 2016). Há relatos de que Aristóteles mencionava o valor medicamentoso da música em relação ao emocional do paciente e Platão receitava música e dança para os terrores e angustias (OLIVEIRA, 2016). Torna-se relevante a discussão sobre atuação do enfermeiro frente ao processo gestacional, adotando-se como medita terapêutica na redução de eventos emocionais adversos o uso da musicoterapia, fortalecendo a prática humanizada de assistência à saúde da mulher.

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