Resumo Trabalho

EDUCAÇÃO POPULAR E PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES NA PROMOÇÃO DA SAÚDE DA MULHER

Autor(es): CAROLINA RODRIGUES LAVERDE, POLLYANE DA COSTA MATOS, BEATRIZ VIEIRA ARAÚJO, ÂNGELA APARECIDA DE OLIVEIRA ARRUDA e orientado por VANNUCIA KARLA DE MEDEIROS NÓBREGA

Introdução: Entendemos que a Educação Popular (EP) e as Práticas Integrativas e Complementares (PIC’s) são importantes ferramentas de produção de cuidado nos cenários da saúde, especialmente nas ações de promoção à saúde, pois viabilizam novos saberes, modos de expressão e empowerment pessoal/coletivo. A fim de contribuir com o fortalecimento da Saúde da Mulher, em Catalão/GO, considerando as discussões na disciplina - Processo de Cuidar em Saúde da Mulher I, organizarmos nossas atividades práticas considerando: a integralidade como eixo norteador das ações; a inserção das PIC’s junto as ações de EP voltadas à mulher. Destarte, objetivamos relatar a experiência acadêmica de enfermagem em EP e PIC’s no campo prático de saúde da mulher. Metodologia: As atividades ocorreram no mês de março de 2017, na Universidade Federal de Goiás/Catalão e Unidades Básicas de Saúde (UBS). Optamos pelas rodas de conversa, por fomentar a inclusão e a participação. As vivências em PIC’s - técnica de relaxamento, automassagem, musicoterapia e dança circular – contribuíram para o acolhimento e desenvolvimento do vínculo terapêutico. Temas abordados: Saúde das Mamas; Sexualidade e Citopatológico; Climatério e Qualidade de Vida. Meios de divulgação: distribuição de convites nas UBS’s, entrevista em rádio, mobilização “corpo – a – corpo” e evento no facebook de cunho educativo/interativo. Em média 10 a 12 mulheres compareceram a cada roda. Resultados e Discussões: Quanto aos significados atribuídos pelas mulheres, apreendemos: envolvimento, interesse e partilha nos relatos; emoção e apoio mútuo (solidariedade); valorização do saber popular e do autocuidado; resgate da autoestima; sentimentos de bem-estar, relaxamento e alegria; carência de atividades em grupo que promovam o diálogo, o afeto e o protagonismo da mulher/comunidade. Como pontos críticos, identificamos: baixas coberturas do rastreamento de CCU; mamografias de rotina; barreiras que dificultam a busca pelo serviço; medicalização do climatério; ausência dos homens nesse cenário; relações fragilizadas entre serviço/comunidade; empatia como habilidade necessária ao profissional de saúde. Conclusão: Observamos que o diálogo entre a EP e as PIC’s, proposto pela disciplina em questão, proporcionou aos acadêmicos de enfermagem novos modos de aprender e praticar a saúde, ampliando a visão do processo saúde-doença e privilegiando a troca de saberes, o protagonismo da mulher/comunidade e o cuidado holístico.

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