Resumo Trabalho

CONHECIMENTO DOS IDOSOS SOBRE O USO DE PLANTAS MEDICINAIS E FITOTERÁPICAS

Autor(es): ANALUCIA DE LUCENA TORRES, MARIANA CAROLINI OLIVEIRA FAUSTINO, KAILI DA SILVA MEDEIROS e orientado por RENATA BELTRÃO LOPES DA SILVA

INTRODUÇÃO: O uso terapêutico de plantas ao longo da história baseou-se, sobretudo, no conhecimento intuitivo e especulativo de homens e mulheres, que, com o passar do tempo, aprenderam a diferenciar as ervas benéficas daquelas tóxicas à saúde. Ao longo dos anos a temática vem levantando o interesse da enfermagem, pois, as mesmas vêm sendo reconhecidas, valorizadas e incentivadas pela OMS e pelas políticas públicas do Brasil. Então se buscou verificar o conhecimento dos idosos sobre o uso de plantas medicinais e fitoterápicas, formas de preparo, indicações e identificar com quem aprenderam a utilizar os remédios caseiros como prevenção e tratamento das doenças. METODOLOGIA: Trata-se de uma pesquisa descritivo-exploratória com abordagem qualitativa, desenvolvida no grupo da 3ª idade Sorrindo para a vida, localizado na comunidade de Brasilit, Recife-PE. Realizada com 10 idosos, com idade entre 62 e 72 anos, sendo 9 do sexo feminino e apenas 1 do sexo masculino. Os dados foram coletados por meio da técnica de entrevista a partir de um roteiro semiestruturado, contendo perguntas subjetivas e objetivas. E foram analisadas através da técnica do Discurso do Sujeito Coletivo (DSC). RESULTADOS E DISCUSSÃO: Emergiram as seguintes ideias centrais: Forma errada no preparo de medicamentos a base de plantas medicinais; Desconhecimento da indicação da planta medicinal; Uso indiscriminado das plantas medicinais e fitoterápicas com risco para intoxicação e conhecimento transmitido de geração a geração e mantido por tradição oral. O grupo demonstrou utilizar algumas plantas corretamente, com a finalidade de prevenir, controlar ou tratar suas doenças, comparando-se com os estudos literários. CONCLUSÃO: Não foram encontradas referências de algumas das plantas citadas, demonstrando com isso a escassez de literatura que aborde o assunto. Sendo o maior desconhecimento identificado, e para o qual os profissionais de saúde devem ficar atentos foi referente à forma de preparo dos medicamentos. A partir da identificação desses comportamentos, recomenda-se inserção de uma disciplina voltada para a Fitoterapia no currículo de enfermagem da UFPE, incentivos em pesquisas científicas, pois dessa forma, os profissionais de saúde, em especial os enfermeiros estarão mais bem preparados para lidar com os usos populares, esclarecendo aos usuários a forma correta de preparo, pois tal prática deve estar alicerçada no conhecimento científico e nas evidências de pesquisa científicas.

Veja o artigo completo: PDF