Resumo Trabalho

AURICULOTERAPIA NO ENFRENTAMENTO DA SÍNDROME DE BURNOUT EM ENFERMEIROS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE

Autor(es): CLEYTON CÉZAR SOUTO SILVA e orientado por SORAYA MARIA DE MEDEIROS

Introdução: A Síndrome de Burnout é uma resposta ao estresse crônico responsável pela perda do total sentido do trabalho e apresenta três dimensões: exaustão, desumanização e decepção (TAMAYO; TRÓCCOLI, 2009). Neste sentido, a auriculoterapia enquanto técnica da medicina tradicional chinesa pode contribuir no enfrentamento deste agravo através do tratamento pela acupuntura de pontos situados no pavilhão auricular (SOUZA, 1996). O objetivo desta pesquisa foi analisar a eficácia desta terapia no enfrentamento da Síndrome de Burnout em enfermeiras da Atenção Primária em Saúde. Metodologia: Estudo descritivo, com abordagem quantitativa e delineamento de caso-controle, desenvolvido com 75 enfermeiras atuantes na Atenção Primária em Saúde de município de Natal/RN. Para coleta de dados, ocorrida de março a julho de 2017, utilizou-se a Escala de Caracterização do Burnout para diagnosticar a síndrome e coleta do cortisol salivar antes e depois da intervenção da auriculoterapia. A análise dos dados foi realizada através de estatística descritiva e análise de confiabilidade pelo Alpha de Cronbach. O cortisol salivar será analisado pelo teste Elisa sendo comparado a alteração do hormônio antes e depois da auriculoterapia. Para isso será considerado o cortisol salivar dos enfermeiros sem burnout como grupo controle. A pesquisa foi aprovada pelo comitê de ética em pesquisa (CAAE:62001016.4.0000.5537). Resultados e Discussão: Os resultados preliminares demostraram que a idade variou entre 28 a 69 anos com média 50,85±9,52 DP. O tempo médio de atuação profissional é de 18,85±10,65 anos. A análise da confiabilidade da ECB demonstrou Alfha de Cronbach = 0,937 indicando boa estabilidade dos dados. O fator exaustão apresentou média 2,73±0,82 DP, o fator desumanização 1,63±0,43DP e o fator decepção, média 1,93±0,68 DP. Pode-se inferir por esse resultado que os enfermeiros sentem frequentemente exaustão emocional, algumas vezes decepção com relação ao trabalho, mas raramente apresentam sentimentos de desumanização com os pacientes que procuram o serviço. Quanto a análise de Burnout nas três dimensões, 16% (n=12) dos enfermeiros encontra-se em nível leve e 9,3% encontra-se em nível moderado. Conclusão: Evidenciou-se burnout em nível leve e moderado nos enfermeiros pesquisados. A próxima fase da pesquisa será o tratamento destes enfermeiros com auriculoterapia em 12 sessões e posterior coleta do cortisol salivar para comparação e comprovação da efetividade da terapia.

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