Resumo Trabalho

“A TENDA PAULO FREIRE TAMBÉM É ANTIMANICOMIAL” – UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

Autor(es): KAROLINE BARROS CONCEIÇÃO, VICTOR REIS SANTOS, ARTUR ALVES DA SILVA

Espaços de Saúde e Cultura, realizados em congressos e eventos, possibilitam a valorização de práticas contra hegemônicas de cuidado e contribuem para fortalecer a luta pelo direito à saúde (MARANHÃO et al, 2017). Nesse sentido, há dois anos é construída no Fórum de Mobilização Antimanicomial do Sertão (FMA), a tenda Paulo Freire que tem como intuito oferecer um espaço de acolhimento e discussão sob a luz da educação popular e a essência do grande mestre Paulo Freire. A partir deste relato de experiência, constituído através das vivências de construção e realização da tenda pelos integrantes do Fórum Acadêmico de Saúde da UNIVASF, pretende-se compartilhar essa experiencia em que a educação popular e as práticas integrativas em saúde (PICS) fortalecem a saúde mental. O FMA acontece anualmente no Vale do São Francisco desde 2011, reunindo estudantes, usuários e profissionais da rede de atenção psicossocial de toda a região para discutir e trocar experiências de luta e enfrentamento na saúde mental. Em 2017 estudantes de graduação e pós graduação da área de saúde colaboraram para a construção da Tenda Paulo Freire: Marcus Matraga, nos dias 31 de maio e 1 e 2 de junho. Marcus, militante da reforma psiquiátrica, atuou ferozmente contra o aprisionamento das vidas de pessoas em sofrimento mental, convidando sujeitos para serem protagonistas na luta. Assim, como referencial, nomeia-se a tenda com o seu nome, em homenagem ao seu trabalho e a seus ideais. Entre as atividades propostas, houve: Rodas de Conversa, que propõe a elaboração de diálogo entre os conhecimentos, científico e popular, permitindo a circulação de ideias e a construção coletiva destas (MACHADO et al, 2016); Corredor do cuidado, prática vivencial, no qual sentir, ouvir, tocar e ver permitem a compreensão da dialética do cuidar do outro é cuidar de mim (BRASIL, 2013); Reike, massoterapia, auriculoterapia, como forma de aproximar as práticas alternativas ao espaço acadêmico, promovendo o encontro das pessoas aos diversos saberes das PICS. A tenda surge no FMA como um potencializador de seu caráter contra hegemônico dos modos de pensar e fazer saúde, além de reconhecer as PICS como um instrumento de fortalecimento da Luta Antimanicomial.

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