Resumo Trabalho

PRATICAS INTEGRATIVAS: USO DE PEUMUS BOLDUS

Autor(es): FERNANDO EMANUEL DE SOUSA FERREIRA , MATHEUS MERSON DE ARAÚJO SILVA, CESAR AUGUSTO COSTA DE MEDEIROS, JOANA SABRINA ALENCAR PEIXOTO e orientado por FRANCINALVA DANTAS DE MEDEIROS

A fitoterapia faz parte da prática da medicina popular a séculos, e ocupa sempre lugar de destaque como alternativa terapêutica, sendo muitas vezes o único recurso disponível nas comunidades, sendo empregada, principalmente, pela população de menor renda, e transmitida através de gerações. Com a implantação das políticas públicas que inserem aspráticas integrativas e complementares no SUS, houve um fortalecimento dessa medicina tradicional, além dos estímulos já existente pela OMS do uso de plantas medicinais para prevenção de agravos e recuperação da saúde, um exemplo de planta medicinal muito utilizada é o boldo, boldo-comum ou falso boldo (Coleus barbatus), boldo-do-campo ou doce-amargo-do-campo (Pterocaulon polystachium), e o boldo-do-chile (Peumus boldus). Esse trabalho teve como objetivo investigar o uso popular da espécie Peumus boldus, para isso foi realizada uma revisão da literatura, utilizando as bases da Scielo, Science direct. Foi verificada que mesmo a população tendo recursos médicos, o emprego de plantas medicinais é preferido pela comunidade, devido a vantagens como facilidade de acesso, através do cultivo das plantas em quintais e bairros, deve-se fazer também a capacitação dos profissionais do SUS nessa prática terapêutica, para aplicação na atenção básica, voltada ao cuidado continuado, humanizado e integral em saúde. Para a espécie Peumus boldus a parte utilizada são as folhas, sendo o preparo mais utilizado na forma de chá. As indicações terapêuticas de Peumus boldus são para o tratamento de transtornos do sistema digestório, porém foi observada a ocorrência de efeitos indesejados como, problemas hepatotóxicos, carcinogênicos e nefrotóxico a longo prazo, por isso requer atenção, não podendo ser utilizada por tempo prolongado. Sendo assim, é importante reforçar que mesmo com a tradicionalidade do uso de algumas plantas é imprescindível a orientação dos profissionais da saúde sobre o uso racional das plantas medicinais, os riscos da auto medicação, sendo necessário campanhas educativas sobre a fitoterapia.

Veja o artigo completo: PDF