Resumo Trabalho

A CONCEPÇÃO DE CORPO EM MERLEAU PONTY E NA MEDICINA TRADICIONAL CHINESA/ACUPUNTURA: A INDISSOCIABILIDADE.

Autor(es): MARIA EDILA ABREU FREITAS , VERA NILDA NEUMANN

Introdução Trata-se de um estudo bibliográfico acerca da concepção de corpo, fundamentado no referencial teórico merleau-pontyano e na visão de corpo que embasa a medicina tradicional chinesa, com foco na acupuntura. Pretende-se estimular a reflexão e reforçar a necessidade de que a enfermagem/profissionais de saúde estejam atentos a integralidade e aos conhecimentos milenares da Medicina Tradicional Chinesa que em sua visão de corpo por principio é anti-dual. Metodologia: Para tal, realizou-se uma pesquisa bibliográfica, considerando o objeto de estudos e pesquisas acadêmicas, corpo, percepção corpórea em Merleau Ponty e somando-se a essa visão ocidental, os pressupostos que orientam a Medicina tradicional Chinesa-MTC/Acupuntura, em artigos e bancos de dados específicos. Resultados e Discussão: Evidencia-se uma concepção de corpo, fundamentada em uma percepção que requer do terapeuta/enfermeiro treinamento para os sentidos, além da primazia da escuta. A anamnese busca reconhecer e intervir nos fatores que resultam na síndrome energética de desequilíbrio no organismo. O nosso corpo abriga os dois polos arquetípicos, o yin e o yang que em seu movimento incessante, quando em equilíbrio geram a saúde e em desequilíbrio, geram a doença, conforme preconizado pela Medicina Tradicional Chinesa e a acupuntura é uma das possibilidades terapêuticas para gerar o equilíbrio. Destacam-se também numerosas técnicas para abordar a consciência a partir do nível físico, conforme abordagens adotadas no ocidente para o trabalho do corpo, como: ioga, tai chi, lian gong, meditação. Conclusões: A visão da corporeidade merleau pontyana, como na cultura oriental o corpo é uno, indivisível. Necessita-se, pois, integrar essa visão de realidade, que estabeleça uma mudança substancial em nossos pensamentos, percepções e valores para a prática em saúde/enfermagem.

Veja o artigo completo: PDF