Resumo Trabalho

O USO DAS PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES NA ATENÇÃO BÁSICA: UM ESTUDO SOBRE SUA IMPLEMENTAÇÃO NO MUNICÍPIO DE CAMPINA GRANDE – PB

Autor(es): GEILSON CARLOS DE LIMA ARAÚJO, PEDRO COSTA LIMA, LARISSA NÓBREGA RODRIGUES, JULIANA DE SALES LANDIM e orientado por BERENICE FERREIRA RAMOS

As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) são um conjunto de práticas não convencionais, que possuem métodos singulares de diagnóstico e tratamento baseados na natureza, objetivando o estabelecimento de um estado de bem-estar físico, social e mental ao estimular os mecanismos naturais de prevenção de agravos e recuperação da saúde, enfatizando a escuta acolhedora e o desenvolvimento do vínculo terapêutico para a promoção do cuidado humano. Nesse sentido, as PICS foram instituídas como formas de cuidado oferecidas pelo Sistema Único de Saúde, a partir de 2006, dentro da “Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares” (PNPIC). Diante disso, objetiva-se, com esse estudo, traçar um panorama acerca da inserção das PICS no município de Campina Grande, Paraíba, o qual conta com a “Comissão Intersetorial para Elaboração da Política Municipal de Práticas Integrativas e Complementares” (CIPMPIC), responsável pela implantação do “Centro de Práticas Integrativas, Complementares e Naturais em Saúde de Campina Grande”, que funcionará como referência técnica para a política e para a rede de serviços de saúde, oferecendo diversas modalidades asseguradas pela PNPIC. A análise inicial da inserção das PICS no município foi feita a partir de dados obtidos junto à CIPMPIC e, após a avaliação, constatou-se como resultado parcial a existência de 81 unidades básicas de saúde em funcionamento, das quais 16 já oferecem opções de cuidados de acordo com as PICS, com 05 Unidades Básicas de Saúde (UBS) ofertando mais de um serviço. Ao somar o número de terapias ofertadas pelas 16 UBS, tem-se um total de 22 formas de acesso às PICS, estando disponíveis 01 serviço de Acupuntura, 03 de Auriculoterapia, 02 de Fitoterapia, 01 de Shantala, 06 de Tenda do Conto, 04 de Terapia Comunitária e 05 de Oficinas de Trabalhos Manuais. Com isso, podem ser notados avanços na inserção das PICS, principalmente na atenção primária. Além disso, esse estudo mostra como está ocorrendo esse processo, desde o seu início, ao acompanhar o surgimento e a implantação da PMPICNS, a qual ainda está em curso na cidade de Campina Grande. O estudo terá seguimento para acompanhar o andar desse processo e traçar o perfil de usuários do serviço. Nesse sentido, é de suma importância um estudo multicêntrico no Brasil, objetivando constatar a realidade de diferentes regiões do país na tentativa de implementação e ampliação dos serviços que têm amparo na PNPIC.

Veja o artigo completo: PDF