Resumo Trabalho

O USO DA AURICULOTERAPIA EM GRUPO TERAPÊUTICO DOS TRABALHADORES DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE AREZ/RN

Autor(es): MARIA IZABEL DOS SANTOS NOGUEIRA

Introdução: As Práticas Integrativas e Complementares (PIC) são a designação que o Ministério da Saúde (MS) deu ao que se tem chamado na literatura científica internacional de Medicinas Alternativas e Complementares. Refere-se a um conjunto heterogêneo de práticas, produtos e saberes, agrupados pela característica comum de não pertencerem ao escopo dos saberes/práticas consagrados na medicina convencional. Uma das práticas integradas as PICS, está a auriculoterapia que trata o pavilhão auricular como um microssistema onde está projetado o corpo humano, possuindo definições na superfície externa da orelha, cujo mecanismo de ação se assemelha ao sistema somatotópico do córtex cerebral. Nesta prática, o estímulo é aplicado em pontos que se relacionam diretamente com o cérebro, e este, por sua vez, atua de forma reflexa sobre os órgãos. Partindo de toda história e benefícios das Praticas Integrativas e Complementares surgiu a proposta para a formação de um grupo terapêutico com os trabalhadores de saúde com o objetivo de aplicar a técnica e avaliar a eficácia desse procedimento nos principais sintomas relatados por este público. Metodologia: Trata-se de um trabalho descritivo do tipo pesquisa-ação.O público alvo deste trabalho foi composto por 10 profissionais na Estratégia Saúde da Família – IV, localizada no Centro da Cidade de Arez/RN. Resultados: Participaram do grupo terapêutico 03 técnicos de enfermagem, 01 auxiliar de farmácia, 01 técnica de higiene bucal e 05 Agentes Comunitários de Saúde. O sexo predominante foi o feminino e a faixa etária de 30 a 40 anos. As principais queixas relatadas foram: ansiedade, estresse, insônia, dor cervical e dor lombar. Foram 10 aplicações, duas vezes por semana. Ao termino das aplicações todos os participantes saíram satisfeitos, pois perceberam que o processo de produção em saúde é complexo, depende de condições biopsicossociais e de valores culturais. Assim, incluir a auriculoterapia, de maneira humanizada e integral, é favorecer a reflexão dos sujeitos em relação à sua saúde e condição de vida. Porém, pensar o cuidado dessa maneira é trabalhoso, demanda mais tempo de consulta, conversa e encontros, mas é valioso ao considerar o outro como sujeito autônomo e responsável pela produção de sua saúde. Conclusões: Estudos como esse podem oferecer evidências de como a auriculoterapia e as demais PIC na APS devem ser implantadas, considerando como esse processo deve ser realizado, com vistas a promover um cuidado humanizado e melhorar a qualidade da assistência em saúde. Alerta-se, porém, sobre a importância das revisões de abordagem predominantemente tradicionais nas atuais instituições de ensino, cujas propostas metodológicas não apontam para o desafio de transformação no setor da saúde, dificultando a viabilização, a operacionalização e a consolidação do próprio SUS.

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