Resumo Trabalho

DIELSON SANTOS DA COSTA, CLEIDIANE VITÓRIA SANTANA

O presente trabalho procura discorrer sobre como a educação foi utilizada como ferramenta histórica de transformação nacional, aplicando a análise dos principais movimentos de alteração educacionais ocorridos desde o Brasil-Colônia até o período da Ditadura Militar. No intuito de mostrar que os objetivos práticos buscados, na verdade, sempre foi o mascaramento da educação, afim de executar a manutenção do poder. Para tal, retomamos a análise dos métodos jesuíticos na catequização dos nativos, caracterizando-se como o primeiro aspecto educacional brasileiro, as reformas pombalinas que “tentaram” introduzir novas medidas em território nacional, mas sem nenhum tipo de interesse no desenvolvimento indígena, que apenas “solucionaria” as necessidades da coroa lusitana; as medidas joaninas, principalmente no Ensino Superior, afim de atender as novas demandas, provenientes da vinda da Família Real ao Brasil e as intervenções na República Velha que propunha “abrir” caminho para o processo de industrialização brasileiro. Apresenta ainda as concepções da Escola Nova, das intervenções ocorridos na Era Vargas, que desenvolveu o Ministério da Educação e Saúde e por fim, do Militarismo que interviu diretamente nas liberdades civis. Por fim há uma conversação com as principais ideias de Paul Ricoeur, Paulo Freire e Demerval Saviani, enfatizando a educação como instrumento ainda eficaz de transformação nacional, não como um objeto de manipulação, mas, antes como uma ferramenta libertadora. Em vista, desta concepção apresentamos breves intervenções que devido a sua aplicabilidade imediata, teriam resultados a curto e médio prazo. Entretanto, é necessário compreender que as mais variadas temáticas educacionais, não se encerram com medidas político-educacionais, mas, antes consideramos a educação um “padrão” que está em constante movimento, e, portanto, é “passível” de aplicabilidades diferenciadas para cada situação.

Veja o artigo completo: PDF