Resumo Trabalho

MARIA RAQUEL AVELINO DA SILVA e orientado por ALBERTINA MARIA RIBEIRO BRITO DE ARAUJO e orientado por ALBERTINA MARIA RIBEIRO BRITO DE ARAUJO

Os movimentos sociais são o corpo que sustenta o povo quando os corpos desses carecem, precisam, faltam e gritam. Neste contexto, a educação é o pensamento que provoca reflexão e a inquietação que encoraja o corpo a lutar, buscar e resistir. Assim, a educação ganha alma, sentido e significado, sendo mediadora de grandes transformações, que acontecem quando as pessoas se unem pelo mesmo propósito, suas forças se fortalecem, gerando empoderamento para uma tomada de pensamento consciente. Nessa ótica, esse trabalho tem o objetivo de conhecer detalhadamente o processo de luta e resistência da construção da Escola Plíno Lemos, no Assentamento Zé Marcolino localizado no Município de Prata – PBCariri Paraibano, que vem marcada pela luta, por uma educação que comungue com os princípios e possua raízes na educação do campo. Assim como também identificar os significados que a construção da Escola tem para os moradores, analisar as contribuições de uma pratica educativa volta para a valorização do sujeito como cidadão, e sintetizar como esses processos de lutas, transformam os sujeitos. Uma luta por uma escola próxima não só geograficamente, como também pedagogicamente, com práticas que aproximem e valorizem a identidade e o contexto dos estudantes. Para isto foi realizada uma pesquisa qualitativa em conjunto com pesquisa ação e pesquisa participante, por meio de entrevistas semiestruturadas e vivências na Escola Plínio Lemos e no Assentamento Zé Marcolino. Este estudo proporcionou compreender e participar de experiências transformadoras através da história de uma comunidade marcada pela força a qual faz com que as lutas aconteçam. Trazendo consigo o retrato de mulheres guerreiras que lideram com muita coragem esses movimentos socias em busca de políticas públicas e efetivação de seus direitos. Portanto compreende-se que as lutas são contínuas para manter a escola, e elas só são possíveis porque a comunidade é entendedora da importância, do conhecimento e do direito de ser.

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