Resumo Trabalho

GÊNERO, ESCOLA E FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORAS: PROBLEMATIZANDO REPRESENTAÇÕES HEGEMÔNICAS

ANDREA GERALDI SASSO, FABIANE FREIRE FRANÇA

O trabalho tem como objetivo elencar discussões acerca da (re)produção de representações hegemônicas de gênero, demarcadas nas práticas educativas de uma instituição escolar municipal da cidade de Campo Mourão/PR, Brasil, nas modalidades de Educação Infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental, apresentando propostas de intervenções pedagógicas voltadas à formação e prática docente, com intuito de desconstruir possíveis paradigmas sobre as questões referentes aos gêneros, abordando as possibilidades de reflexões e discussões da temática na instituição escolar. Nesta direção, busca-se responder: Como os Estudos de Gênero podem contribuir para uma formação continuada de professoras no âmbito escolar? Os dados para análise foram recolhidos da participação de um projeto de extensão envolvendo todas as profissionais da instituição (pedagoga, coordenadora, professoras e funcionárias), observações não-participantes em sala de aula e ações diversas do cotidiano escolar. Os instrumentos utilizados para a coleta de dados foram: gravações em áudio transcritas em caderno de campo, com autorização prévia seguindo os rigores éticos da pesquisa, e anotações das situações observadas detalhadamente no mesmo. Utilizamos os pressupostos da vertente teórico-metodológica dos Estudos de Gênero com aporte dos Estudos Culturais nesta pesquisa, por proporcionar a problematização do que é considerado natural e normal pela sociedade, afim de perceber que, ao se trabalhar as relações sociais e culturais de gênero na educação, a identidade de homens e mulheres, são (re)produzidas e incorporadas ao longo da vida de acordo com o que as instâncias sociais propõem, dentre elas, a escola. Diante da categorização e análise teórica dos dados, ficou evidente o binarismo nas falas e ações das professoras, demais profissionais e funcionárias da escola, bem como nas ações dos/as alunos/as no contexto pesquisado. Em contrapartida, evidenciamos que pensar a educação na visão do gênero é possível, e permite problematizar possíveis situações que surgem no decorrer do cotidiano escolar, seja dentro ou fora da sala de aula.

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