Resumo Trabalho

DOENÇA DE PARKINSON NA VIDA SENIL – PANORAMA DAS TAXAS DE MORBIMORTALIDADE E INCIDÊNCIA ENTRE AS REGIÕES BRASILEIRAS

MAYKON WANDERLEY LEITE ALVES DA SILVA, JOSÉ VICTOR DE MENDONÇA SILVA, NYCOLAS EMANUEL TAVARES DE LIRA, MAYARA LEITE ALVES DA SILVA e orientado por JOSÉ ANDRÉ BERNARDINO DOS SANTOS e orientado por JOSÉ ANDRÉ BERNARDINO DOS SANTOS

O envelhecer é um declínio funcional e natural do corpo, decorrente de inúmeras alterações fisiológicas, musculoesqueléticas e cognitivas. Além disso, o aumento da expectativa de vida trouxe a elevação nas taxas de incidência e de prevalência em doenças neurológicas, destacando-se a Doença de Parkinson (DP). O Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais frequente no Brasil com uma maior prevalência na terceira idade. Assim, torna-se necessário, portanto, conhecer a real situação epidemiológica da doença de Parkinson no Brasil, com foco nas taxas de morbimortalidade e incidência entre as regiões brasileiras. Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo do tipo transversal. Foram coletadas informações da DP nas cinco regiões do Brasil (Norte, Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste), a partir do Sistema de Informações Hospitalares dos SUS (SIH/DATASUS) de 2012 a 2016 e do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) de 2011 a 2015. Nesse aspecto, foram avaliadas as variáveis: Autorização de Internação Hospitalar (AIH) aprovadas, média de permanência e valor total de gastos, óbito por ocorrência de faixa etária, de sexo e de cor/raça. Diante disso, com base no SIH/DATASUS, verificou-se que de 2012 a 2016, foram realizados 3865 AIH aprovadas para o tratamento da doença de Parkinson no Brasil, destacando-se a região Norte com 4,32% de incidência (n=167). O custo total foi de R$ 2.389.655,11, sendo uma média de R$ 477.931,02 por AIH aprovada por região a cada ano. O tempo de permanência por ano durante o período analisado foi maior na região Norte (10,4 dias) e menor na Região Sul (7,42 dias). Em paralelo, no SIM, analisou-se a quantidade de óbitos com a faixa etária, encontrou-se 15.475 mortes no Brasil, enfatizando a Região Sudeste com 52,39% (n=8.108) dos casos notificados, contudo, verificou-se discreta diferença entre as regiões Nordeste (18,59%; n= 2.878) e Sul (19,55%; n= 3.026). É notório, ainda, que o número de óbitos foi crescente, à medida que o indivíduo envelhece, o que salienta, em primeiro lugar, a faixa de 80 anos e mais (58,78%; n=8880) nas cinco regiões, além de ter destaque, em segundo lugar, a faixa de 70 a 79 anos (32,39%; n=4.894) também em todas as regiões. No concernente à cor/raça, a raça branca apresentou-se em primeiro lugar nas cinco regiões e correspondeu a 75,53% (n=11.141), contudo em 4,34% (n=656) dos casos esse campo não foi preenchido. Quanto às características demográficas, observou-se uma proporção maior de homens em todas as regiões brasileiras, correspondendo a 54,61% (n=8.250), todavia, percebeu-se ausência de registro dessa informação ao notar os casos ignorados no sexo feminino, correspondendo a 0,02%. Por tudo isso, nas avaliações de 2011 a 2015 no SIM, nota-se uma incidência da doença de Parkinson no Brasil em indivíduos de 80 anos, do sexo masculino e da cor/raça branca, predominantemente na região Sudeste. Já nas informações da plataforma online DATASUS, destaca-se que no período de 2012 a 2016 no SIH/DATASUS, a região Sudeste liderou os altos índices de AIH aprovadas e os valores totais gastos, com exceção apenas da média de permanência hospitalar.

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