Resumo Trabalho

NOTIFICAÇÕES POR HIV EM IDOSOS NO BRASIL ENTRE OS ANOS DE 2007 A 2016

SABRINA DA SILVA GUERRA, ALANA DUQUE DOS SANTOS, DEÍZE CARVALHO PEREIRA, FABIULLA COSTA DA SILVA e orientado por ALINE CRISTIANE DE SOUSA AZEVEDO DE AGUIAR e orientado por ALINE CRISTIANE DE SOUSA AZEVEDO DE AGUIAR

O envelhecimento é um processo biológico que promove diversas mudanças funcionais, bioquímicas e morfológicas no organismo do indivíduo. Essas mudanças culminam em estereótipos negativos, preconceituosos e envolvem mitos e tabus capazes de influenciar as práticas de saúde junto à população idosa. Pensando nessa perspectiva, a sexualidade é um tema pouco discutido, devido justamente aos inúmeros significados socioculturais intrinsecamente relacionados. O aumento das notificações de contaminação pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST) na população idosa, se deu devido os idosos estarem cada vez mais ativos sexualmente, e também pela carência de informações e estratégias de prevenção das unidade básica de saúde, dificultando assim o uso de medidas preventivas. Objetivou-se descrever o perfil sociodemográfico e categoria de exposição das notificações por HIV/ AIDS em idosos, entre os anos de 2007 a fevereiro de 2016. Estudo descritivo, de abordagem quantitativa, realizado com base em dados disponibilizados pelo Departamento de Informática do Sistema Único de saúde (DATASUS), referentes às notificações de HIV no Brasil entre os anos de 2007 a 2016, utilizando as variáveis: sexo; faixa etária, raça/cor, escolaridade, categoria de exposição e foram calculadas as frequências absolutas e relativas. Foram registrados no SINAN 11.121 notificações por HIV em idosos entre os anos de 2007 a 2016, sendo o ano de 2014 com o maior número de casos 1468 (13,20 %). Dessas notificações a maior parte acometeu o sexo masculino, a faixa etária entre 60 a 69 anos, raça/cor branca, com escolaridade Ignorado/não se aplica e heterossexual. A AIDS até então era considerada uma doença unicamente da população jovem, de homossexuais e usuários de drogas, porém ela pode afetar qualquer grupo de pessoas da sociedade, independentemente de orientação sexual, gênero ou idade. O estudo evidencia a necessidade do aumento de atividades educativas sobre a doença, como uma estratégia para informar e conscientizar a população idosa, as formas de transmissão, e prevenção de forma simples e sem preconceitos

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