Resumo Trabalho

VIVÊNCIA ACADÊMICA EM UMA INSTITUIÇÃO DE LONGA PERMANÊNCIA PARA IDOSOS NO MUNICÍPIO DE MACEIÓ

ANNY KATHERYNE DA ROCHA FRANÇA, THIAGO JOSÉ NASCIMENTO DE SOUZA, VERA LÚCIA GOMES ROCHA, JOSÉ JÚNIOR BEZERRA DA SILVA e orientado por MARIA CÍCERA BEZERRA DA SILVA e orientado por MARIA CÍCERA BEZERRA DA SILVA

O envelhecimento populacional com redução da capacidade cognitiva e física estão requerendo que as instituições de longa permanência para idosos (ILPIs) disponibilizam, além de apoio social, serviços de assistência à saúde. A procura por essas instituições está mudando os velhos asilos, eram destino apenas daqueles mais desfavorecidos e abandonados, hoje, uma opção para idosos também com melhores condições econômicas. Uma ILPI deve proporcionar um ambiente com segurança favorecendo bem-estar, oferecidos cuidados especiais, a depender das suas necessidades individuais, e suprindo as demandas de adaptação física. No Brasil é algo polêmico e complexo, por abranger questões políticas, sociais, econômicas, psicoemocionais, de saúde, de cunho moral e preconceituoso. Apesar disso, a institucionalização dos idosos, pode levar a perda da autonomia, independência, ataques à identidade, assim como fragilização de vínculos familiares e comunitários. Nesse contexto, esse estudo trata-se de um relato de experiência de um grupo de acadêmicos da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas-Uncisal que tem como objetivo descrever as práticas realizadas em uma instituição de longa permanência para idosos do município de Maceió, Alagoas, Brasil. Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência, sobre a vivência de um grupo de acadêmicos da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas-Uncisal, em uma instituição de longa permanência para idosos do Município de Maceió. As práticas foram realizadas no período de Abril à Junho de 2017, sendo um encontro semanal, com duração de quatro horas cada. A proposta era aplicar avaliações intelectuais e físicas, e a partir desses resultados levar atividades de acordo com a necessidade. No primeiro encontro, foi proposto que os acadêmicos formassem grupos para abordar um maior número de idosos. Ao serem abordados e mostrado os objetivos da prática, alguns recusavam, mas após uma conversa, participavam. A instituição é dividida por alas, o que faz com que a mesma tenha aparência hospitalar, observou-se que não é permitido que haja contato entre eles, evitando relacionamento. Não bastasse o caráter asilar, o rompimento familiar e com a mortificação do “eu” que a instituição causa no indivíduo, são impedidos de socializar. Foram aplicados testes padronizados como o Mini Exame do Estado Mental, para avaliar as funções cognitivas. Foi utilizada também a história de vida como instrumento de intervenção. A ociosidade, é outro ponto importante, quase não há passeios ou atividades na instituição. A estimulação da autonomia e independência é algo primordial, para a ressignificação das atividades de vida diária desses indivíduos. Assim as instituições totais fundamentam-se no controle e na hierarquia, sendo seu tratamento uniformizado, a rotina é regida por horários preestabelecidos e os idosos perdem o direito de expressar sua subjetividade e seus desejo. Assim, percebe-se o quanto deteriorante pode ser uma instituição de longa permanência para idoso. A instituição pode ser mais humanizada e funcionar em moldes mais abertos, ampliando para que as instituições de longa permanência de cuidado aos idosos não signifiquem apenas “depósitos de velhos”. A presença da família é extremamente necessário para melhor conforto e resgate do bem estar desses idosos.

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