Resumo Trabalho

FLUOROSE ESQUELÉTICA EM IDOSOS: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

CARLOS CHRISTIANO LIMA DOS SANTOS, RAFAEL MAFALDO BEZERRA, ALECSANDRA BEZERRA MONTEIRO DE OLIVEIRA e orientado por CARMEM GABRIELA GOMES DE FIGUEIREDO e orientado por CARMEM GABRIELA GOMES DE FIGUEIREDO

A fluorose esquelética é uma doença metabólica crônica ocasionada pela inalação ou ingestão prolongada de quantidades excessivas de fluoreto. Esse excesso de fluoreto no organismo acaba sendo tóxico para os ossos. As principais consequências dessa toxicidade são alterações e deformidades ósseas, caracterizadas por osteoesclerose, calcificações de ligamentos, osteoporose, osteomalácia ou osteopenia, sendo uma condição clínica prevalente em muitas regiões da Ásia. O envelhecimento traz consigo uma série de alterações fisiológicas, uma delas é o processo de perda de massa óssea, podendo ser a fluorose esquelética, nesse contexto, uma condição aceleradora desse processo. No que diz respeito ao diagnóstico da fluorose esquelética, um dos principais problemas encontrados é que os sinais pré-clínicos se assemelham aos de outras doenças, como artrite. Soma-se a isso o fato de que as manifestações clínicas, o diagnóstico e o tratamento são desconhecidos pela maioria dos profissionais de saúde. Assim, o objetivo deste trabalho foi levantar informações sobre as manifestações clínicas da fluorose óssea com o intuito de torná-la mais conhecida pelos profissionais da área de saúde. Para tanto, foi realizada uma busca de trabalhos científicos na literatura utilizando os seguintes descritores: fluorosis skeletal (fluorose esquelética), bone fluorosis (fluorose óssea), chronic fluorosis (fluorose crônica) e systemic fluoride (fluoreto sistêmico). As bases de dados consultadas foram PubMed, LILACS e SciELO no período de 01/02/1990 a 01/02/2015. Os resultados foram obtidos através da seleção de 57 artigos, por meio de leitura minuciosa, crítica e reflexiva dos textos obedecendo aos critérios de inclusão, seguida da organização de quadros sinópticos dos dados obtidos. Foram selecionados apenas aqueles trabalhos que se referiam à temática em questão. Após a leitura dos mesmos, pode-se concluir que essa doença é desconhecida no Brasil, embora existam relatos de área endêmica na Paraíba. Em razão das alterações ósseas ocorrem naturalmente com o envelhecimento, a estrutura óssea dos idosos se apresenta fragilizada. Nesse sentido a fluorose esquelética pode ser considerada um problema de saúde pública, mais ainda pelo desconhecimento dos profissionais da área da saúde.

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