Resumo Trabalho

PERFIL DAS INTERNAÇÕES DE IDOSOS POR TRANSTORNOS MENTAIS E COMPORTAMENTAIS DEVIDO AO USO DE ÁLCOOL NO BRASIL NOS ANOS DE 2012 A 2016

CÁSSIO BALIZA SANTOS, LORENA RODRIGUES DE CARVALHO, ADSON PEREIRA DOS SANTOS e orientado por LUMA COSTA PEREIRA PEIXOTO e orientado por LUMA COSTA PEREIRA PEIXOTO

INTRODUÇÃO: As morbidades inerentes à terceira idade, somadas ao isolamento social muitas vezes presente podem levar o idoso a fazer uso de substâncias psicoativas como o álcool, que pode desencadear diversos problemas para o indivíduo. O álcool é uma droga lícita comumente aceita na sociedade. Os idosos são mais susceptíveis a tornarem-se dependentes dela devido a maior fragilidade e mudanças fisiológicas. Tem-se observado uma elevação do índice de problemas mentais em idosos, podendo este ter uma relação causal com o uso de álcool. Sendo assim, o objetivo desse trabalho é descrever o perfil das internações de idosos por transtornos mentais e comportamentais devido ao uso de álcool no Brasil nos anos de 2012 a 2016. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo transversal de cunho epidemiológico. Os dados foram obtidos eletronicamente por meio do Sistema de Informações Hospitalares (SIH). Os anos estudados foram 2012 a 2016. As variáveis estudadas foram: ano da internação, sexo; faixa etária, raça, óbitos das internações, custo das internações, caráter de atendimento. Os dados foram tabulados e analisados com auxílio do Microsoft Office Excel, com cálculos das frequências absolutas e relativas. A inspeção dos dados foi realizada no mês de outubro de 2017. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Os idosos representam 9,7% do total de internações no período estudado. O ano com maior número de internações foi 2016 (n=4.196; 11,7%). A região Sul apresentou o maior índice de internação em todas as faixas etárias (n=86.386; 38,2%). O sexo predominante é o masculino (n=19.756; 90,1%), sendo a raça/cor branca a que apresenta mais registros (n=10.744; 49%). A principal porta de entrada dos idosos na rede hospitalar foi pela urgência (n=18.387; 83,8%). A mortalidade se manteve constante ao decorrer dos anos e o ano de 2013 foi o mais oneroso. CONCLUSÃO: Diante do exposto, destaca-se a necessidade de acompanhar os idosos visando um diagnóstico precoce, além de promover um melhor preparo às equipes de emergência para recepciona-los.

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