Resumo Trabalho

INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA NO PÓS AVE EM PACIENTE IDOSO INSTITUCIONALIZADO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

WANDERSON FELIPE VENCESLAU OLIVEIRA, CRISTIANE DOS SANTOS, IANKA LIMA DA SILVA, RUANA CAMILLA DE CARVALHO SANTOS e orientado por FELIPE LIMA REBÊLO e orientado por FELIPE LIMA REBÊLO

Introdução: O Acidente Vascular Encefálico (AVE) é uma patologia neurológica vista constantemente em adultos, sendo uma das principais causas de óbitos em todo o território mundial. Em nosso país, apesar da redução nas taxas de mortalidade relacionadas o mesmo ainda vem sendo a principal causa de morte. A incidência de AVE duplica a cada década depois de completados os 55 anos de idade, ocupando posição de destaque principalmente na população idosa. O AVE pode apresentar-se de duas formas diferentes, o Acidente Vascular Encefálico Isquêmico (AVEi) e o Acidente Vascular Encefálico Hemorrágico (AVEh). O mesmo exprime-se de diversas formas, sendo a mais corriqueira contendo paralisia ou fraqueza de um hemicorpo, alterações na deglutição, na articulação da fala, na memória, na visão, na marcha, perda de coordenação motora e declínio de equilíbrio. Esses prejuízos culminam em limitação na execução das atividades de vida diária, restrições na participação social e consequente queda da qualidade de vida. A intervenção fisioterapêutica auxilia na rápida e precoce recuperação do paciente com sequela de AVE e é de vital importância que seja instituída o quanto mais rápido possível com a finalidade de minimizar quaisquer complicações. A partir disso desenvolveu-se esse estudo com objetivo relatar o que foi realizado na forma de intervenção da fisioterapia visando um benéfico na execução das funções cotidianas em um paciente da terceira idade, com sequelas de AVE. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo, em forma de relato de experiência sobre os atendimentos ofertados como aula prática da disciplina de Saúde do Idoso II presente na grade curricular do curso de Fisioterapia da UNCISAL. Existia um paciente para cada dupla de acadêmicos em aula pratica. Incialmente foi aplicada uma ficha de avalição completa, contendo anamnese e alguns testes específicos, que foram norteadores para o desenvolvimento da terapêutica do paciente. Resultados e Discussão: Depois de realizada toda a bateria composta pela anamnese e os testes específicos, foi apurado que o paciente é do sexo masculino, tinha 68 anos de idade, portador de hipertensão arterial, apresentando ainda quadro de hemiparesia espástica à direita por sequela de AVE há cinco anos. Foi avaliado ainda que o mesmo possuia alterações posturais, déficit de marcha, restrição de movimentos, diminuição de equilíbrio, além da restrição de força em alguns grupos musculares específicos que comprometiam sua funcionalidade. A partir desses achados foi proposta uma conduta tendo como objetivos: promover uma melhora do condicionamento cardiovascular, inibir o padrão de fechamento postural, inibir a hipertonia, ganhar força muscular, equilíbrio e uma otimização do padrão de marcha do mesmo. Conclusões: Após quatro meses de tratamento fisioterapêutico foi notório um ganho funcional no paciente em questão. Os benefícios mais significativos foram observados no aumento de sua amplitude de movimento e no desenvolvimento da marcha, corroborando do quanto à atuação do fisioterapeuta é relevante nos casos de AVE.

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