Resumo Trabalho

PERFIL DE AGRESSORES QUE COMETEM VIOLÊNCIA CONTRA A PESSOA IDOSA EM UM MUNICÍPIO DO INTERIOR DO ESTADO DE PERNAMBUCO

LARYSSA GRAZIELLE FEITOSA LOPES, MARÍLIA GABRIELLE SANTOS NUNES, MARIANA BATISTA DA SILVA, EVA MARIA DA SILVA CAVALCANTI e orientado por MARCIA CARRERA CAMPOS LEAL e orientado por MARCIA CARRERA CAMPOS LEAL

Introdução: O envelhecimento é um processo orgânico, natural, gradual e irreversível, no qual ocorrem transformações ao longo da vida. Trata-se de um período complexo, heterogêneo e que está atrelado a diversos fatores, desde genéticos, à qualidade de vida, educação e ambiente em que o indivíduo vive desempenhando as suas atividades. A violência se faz presente neste contexto de diversas maneiras, e os agressores são as vezes pessoas da própria família. Método: Trata-se de um estudo epidemiológico, descritivo, quantitativo, de corte transversal. A população do estudo consistirá na totalidade dos dados obtidos/notificados de casos suspeitos ou confirmados, a partir do Sistema de informação de agravos notificáveis (SINAN), através do consolidado das fichas de notificação dos indivíduos com idade de 60 anos e/ou mais, que sofreram violência no período de 2009 a 2015. Para avaliar o perfil de agressores de idosos residentes no município de Caruaru/ Pernambuco. Resultados e Discussões: Os casos de violência, em sua totalidade (231), ocorreram e foram notificados na cidade de Caruaru/PE. %). O agressor em sua maioria era o filho (47,6%), o sexo ignorado/branco prevaleceu (79,7%) seguido do masculino (17,3%), sem suspeita de álcool em grande parte (52,8%) e como evolução (89,6%) dos internos receberam alta. O estudo mostrou que os filhos são os que mais agridem os idosos (47,6%), seguidos de cônjuge (16,7%). O que demonstra que as famílias não estão preparadas para darem suporte aos idosos, não possuindo estruturas necessárias para cuidar e se relacionar com os mesmos e ainda reforçando o sentimento de superioridade dos mais jovens sobre os mais velhos. Conclusão: As notificações de violência contra a população idosa precisam ser realizadas, como forma de entender esses dados e números e garantir que políticas de saúde já criadas passem a atuar mais diretamente com o objetivo de cessar essa prática tão prevalente na população brasileira. Cabe também aos profissionais de saúde alertarem-se quanto a prática desta atividade em ambiente doméstico, sobretudo quando há acompanhamento domiciliar.

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