Resumo Trabalho

APRENDIZAGEM BASEADA EM PROBLEMAS NO CUIDADO DE IDOSOS HIPERTENSOS E DIABÉTICOS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

CAROLINA ROCHA SOLEDADE, LARA MEDEIROS PIRAUÁ DE BRITO, SABRINA SANTOS TAVARES, VIVIANNE DE LIMA BIANA ASSIS e orientado por VIVIANNE DE LIMA BIANA ASSIS e orientado por VIVIANNE DE LIMA BIANA ASSIS

Introdução. As doenças crônicas não transmissíveis são patologias multifatoriais de longa duração que se desenvolvem no decorrer da vida. O Diabetes Mellitus (DM) é uma doença crônica causada por deficiência hereditária e/ou adquirida na produção de insulina ou pela ineficácia da insulina produzida. A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é a mais preponderante das doenças cardiovasculares. Estatísticas apontam maior prevalência dessas enfermidades com o envelhecimento, o que as torna um agravo à vitalidade dos idosos. A Atenção Básica encontra dificuldades no cuidado dos pacientes idosos portadores de HAS e/ou DM, visto a falta de adesão contínua ao tratamento. A aprendizagem baseada em problemas (ABP), a partir da inserção precoce do estudante de medicina na Atenção Básica, aspira torna-lo conhecedor dos empecilhos existentes nessa, capacitando-o a contorna-los. Ainda, proporciona o estreitamento do vínculo médico-paciente, facilitando a adequação da terapêutica ao perfil e interesse do último. Objetivo. Relatar uma experiência de ensino nas atividades desenvolvidas na disciplina Integração Ensino Serviço e Comunidade (IESC) por graduandos do curso de Medicina do Centro Universitário Tiradentes, em ações voltadas para idosos hipertensos e diabéticos. Métodos. Trata-se de um estudo descritivo, tipo relato de experiência, das vivências da disciplina IESC, no segundo semestre de 2017 em uma Unidade de Saúde da Família. Para as atividades, é realizado encontro semanal, com duração de três horas e trinta minutos. O público é composto por homens e mulheres com idade igual ou superior a 60 anos. As práticas seguem cronograma previamente estabelecido. Na execução das ações delineadas, ocorre a aferição da pressão arterial, assim como da glicemia capilar. São repassadas orientações que visam facilitar o controle de suas patologias, também sendo possibilitado espaço para o esclarecimento de dúvidas. Existe ainda troca de informações entre as partes, de modo a fortificar o elo entre usuário e profissional da saúde. Ao término da atividade, são realizadas ponderações, pelo grupo, dos conhecimentos transmitidos e adquiridos. Resultados e Discussão. É notório que a inserção precoce do discente nas Unidades Básicas de Saúde propicia o estreitamento da relação entre esses e os idosos. Essa experiência, proporcionada pela IESC, oportuniza ao aluno, dedicar maior atenção aos dizeres populares, conciliando-os com os ensinamentos obtidos na universidade. A interação desses fatores facilita o “feedback” do idoso, que sente mais confiança em transmitir seus sintomas e dificuldades, oferecendo maior espaço para a correção e adesão do tratamento. Conclusão. A inserção precoce do estudante na saúde pública favorece avanços no cuidado dos idosos, por reforçarem o elo entre as partes, auxiliando no entendimento das doenças, transformando os hábitos dos integrantes da comunidade.

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