Resumo Trabalho

PERFIL CLÍNICO DE IDOSOS HIPERTENSOS INTEGRANTES DE UM GRUPO DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE

LÍVIA JORDÂNIA ANJOS RAMOS DE CARVALHO, TICIANE MARIA SANTOS MUNIZ, VIVIANY DE SOUSA ARAUJO, JÉSSICA ANJOS RAMOS DE CARVALHO e orientado por ANA LARISSA GOMES MACHADO e orientado por ANA LARISSA GOMES MACHADO

A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) se configura como uma síndrome multifatorial evidenciada por valores elevados e sustentados de PA ≥ 140 x 90 mmHg, apresentando maior prevalência entre os idosos brasileiros, afetando cerca de mais de 50% dessa população. O presente estudo tem como objetivo promover uma análise da situação de saúde dos idosos hipertensos cadastrados em uma Unidade Básica de Saúde de Picos – PI, mediante a observação de dados antropométricos e clínicos. O estudo é de natureza quantitativa, pois emprega procedimentos estruturados e instrumentos formais para coleta de dados. Foi realizado com a participação de 17 idosos integrantes de um grupo de educação em saúde, com diagnóstico de hipertensão arterial, devidamente cadastrados em uma unidade da Estratégia de Saúde da Família (ESF) da zona urbana do município de Picos-PI, no período de abril de 2016 a janeiro de 2017. Para realização da coleta de dados foi utilizado o Questionário de Adesão ao Tratamento da Hipertensão Arterial Sistêmica (QATHAS), foram investigadas as seguintes variáveis clínicas: pressão arterial (PA), peso, altura, circunferência abdominal (CA) e realizado o cálculo do índice de massa corpórea (IMC). Os dados obtidos através do instrumento QATHAS foram tabulados e analisados adotando-se o programa computacional Software SPSS versão 20.0 for Windows. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Federal do Piauí, Campus Senador Helvídio Nunes de Barros, com parecer n. 1.839.900. No que se refere às características clínicas dos idosos hipertensos, a maior frequência foi constatada no nível de peso adequado (58,8%), seguido por sobrepeso (35,3%) e baixo peso com menor prevalência (8,9%). Quanto à circunferência abdominal (CA), percebeu-se que, no sexo feminino, a maior frequência correspondeu aos idosos hipertensos com CA elevado (52,9%), enquanto que a totalidade do gênero masculino (17,7%) apresentou CA menor que 102 cm. Em relação à frequência elevada nas mulheres, foram encontrados dados similares em vários estudos que também trazem índices elevados na circunferência abdominal no sexo feminino. Enquanto que nos dados para o sexo masculino nesse estudo trazem um índice zero para a classificação elevada, outras pesquisas trazem resultados diferentes nesse aspecto, onde geralmente os homens apresentam maior percentual em relação à CA em comparação às mulheres Predominou o nível de pré-hipertensão (47,1%), seguido por pressão normal (41,2%) e hipertensão em menor quantidade (11,7%). No que diz respeito à predominância dos níveis de pré-hipertensão e pressão normal em relação ao nível de hipertensão em idosos, foram encontrados dados semelhantes em alguns artigos. Entretanto, mesmo em acompanhamento na atenção básica, alguns idosos apresentam valores alterados de PA. Diante da análise dos dados pode-se concluir que durante a realização da coleta a maioria dos idosos apresentava parâmetros clínicos dentro dos níveis preconizados pela VII Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial e Ministério da Saúde. Considerando que a obesidade, IMC elevado e níveis pressóricos altos são fatores que predispõem a outras complicações e comorbidades, é necessário devida atenção a esses aspectos, bem como orientação sobre a prática de hábitos de vida adequados.

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