Resumo Trabalho

AUMENTO DA TAXA DE HIV/AIDS EM IDOSOS RELACIONADAS À AÇÕES DE PROFISSIONAIS DA SAÚDE DA ATENÇÃO PRIMÁRIA

THAISA MACHADO DE OLIVEIRA, CARLA NOELY LIMA PESSOA, GEÓRGIA FREITAS DE LARA ANDRADE, PEDRO EDUARDO GUIMARÃES SILVA e orientado por ANA ELZA OLIVEIRA DE MENDONÇA e orientado por ANA ELZA OLIVEIRA DE MENDONÇA

O envelhecimento da população é uma realidade dos países em desenvolvimento como é o caso do Brasil, estima-se que até 2025 o número de idosos será 15 vezes maior, se comparado com à década de 1950. Observou-se que junto com o crescimento da população idosa, ampliou-se os casos de Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) entre esta parcela da população. No período de 2007 a junho de 2016, foram notificados no Sistema de Informação de Agravos e Notificação (SINAN), 136.945 casos de infecção pelo HIV no Brasil. Portanto o presente estudo tem como objetivo mostrar o aumento dos casos de HIV em idosos e a necessidade de uma assistência integral no que tange a sexualidade com essa clientela na atenção primaria a saúde (APS), enfatizando a importância da prevenção durante as relações sexuais, indicando que essa parcela da população se apresenta vulnerável a infecções sexualmente transmissíveis. Trata-se de um estudo de revisão integrativa de abordagem quantitativa e qualitativa acerca do perfil dos idosos com faixa etária igual ou superior há 60 anos de idade, de ambos os sexos, portadores de HIV/AIDS. Os dados referentes ao total de casos de AIDS notificados no período de 2007 a 2016 totalizaram 3.863 casos em idosos, correspondente a um percentual de 2,8% da população brasileira. A prática sexual relacionada a pessoa idosa ainda tem sido um tema complicado para ser debatido no campo da pesquisa e no discurso acadêmico, e repercute na assistência dessa clientela. Essa perspectiva reflete no crescimento da atividade sexual sem proteção entre idosos, revelando que o apetite sexual existe em todas as fases da vida do ser humano. Diante do exposto identifica-se uma fragilidade cultural, relacionada a exclusão e ao preconceito social associado a atividade sexual nesta faixa etária. Portanto, faz-se necessário uma preparação do profissional de saúde, especialmente na atenção primária a fim de que possam realizar uma abordagem integral do cliente e considerando a vida sexual da pessoa idosa repassando conhecimentos indispensáveis e respondendo as indagações apresentadas, além de estimular o uso dos métodos de prevenção das IST´s com o intuito de prevenir novos casos da síndrome da imunodeficiência adquirida.

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