Resumo Trabalho

ATIVIDADES INSTRUMENTAIS DE VIDA DIÁRIA E QUALIDADE DE VIDA ENTRE IDOSOS QUILOMBOLAS

MARIA DAS GRAÇAS MONTE MELLO TAVEIRA, DIVANISE SURUAGY CORREIA, SANDRA LOPES CAVALCANTI, JOÃO PAULO DA SILVA SOUSA e orientado por CLAUDIO TORRES MIRANDA e orientado por CLAUDIO TORRES MIRANDA

As questões do envelhecimento relacionam-se com mercado de trabalho, comportamentos nas relações humanas, estrutura urbana e social, bem como o sistema de saúde e assistência social aos idosos. A Qualidade de Vida (QV) pode ser usada em uma ampla gama de contextos, incluindo os campos de desenvolvimento internacional, saúde e política; sendo constituído por pelo menos três domínios gerais: físico, mental e social. Quilombolas, descendentes de escravos que vivem em territórios definidos com atividades socioeconômicas como a agricultura de subsistência, atividade extrativista, caça, pesca, pecuária, artesanato. Objetivo: Analisar a associação entre Atividade Instrumental de Vida Diária e Qualidade de Vida. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal, analítico realizado com idosos quilombolas. Fizeram parte deste estudo 43 idosos com idade igual ou superior a 60 anos entrevistados usando-se questionário socioeconômico e a Escala de Atividades Individuais da Vida Diária (AIVDs). Os dados foram analisados no programa Epi Info versão 7.2.1. A análise estatística foi realizada por meio do teste t de Student para grupos independentes e quando pertinente ANOVA. O teste de Kruskal-Wallis seria usado caso as variâncias não fossem homogêneas. Resultados e Discussão: Foram estudados 42 idosos. A idade média foi de 70 anos. O sexo feminino predominou com 61,9%, casados 83,3%, não alfabetizados 42,8%. Envelhecer com saúde e independência é um desafio para a sociedade e para o indivíduo tanto como responsabilidade individual e coletiva (12). A alfabetização se traduz como aspecto importante em todas as fases etárias, principalmente no que concerne a independência e promoção da saúde (13). A média do AVD foi 26,3 e o desvio padrão de 10,0. Essa média categoriza o grupo examinado como moderadamente dependentes e estes compuseram 45,3%. Considerando a variável dicotômica os severamente dependentes iguais a sim representaram 28,6%. As análises pela pontuação total, com as variáveis originais, não foram significativas, mas foram significativas para casado (sim/não) com p=0,000 e alfabetizado (sim/não) com p=0,013. Os nãos casados tiveram uma média de pontuação de 37,9 ± 10,9, superior aos casados de 23,9 ± 8,1. Os nãos alfabetizados tiveram uma média de pontuação de 28,5 ± 10,0, superior aos alfabetizados de 20,0 ± 7,2. Ser casado significa contar com o apoio do companheiro e conviver diariamente este cuidado favorece relações sociais que possibilitam melhor qualidade de vida. Conclusões: A amostra estudada mostrou predomino do sexo feminino e um grupo moderadamente dependente o que pode ser considerado bom em função da idade média alta. Os resultados não significativos revelam uma amostra pequena para os possíveis resultados das variáveis originais, o que se justifica por serem resultados parciais. Os não casados e os não alfabetizados são mais dependentes do que os que compunham a condição de casado o que corrobora a literatura.

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