Resumo Trabalho

EFEITO DE DIFERENTES AMBIENTES DE EXERCÍCIO FÍSICO SOBRE A ASSOCIAÇÃO ENTRE FORÇA DE PREENSÃO PALMAR E FORÇA MUSCULAR RESPIRATÓRIA EM IDOSAS

GUSTAVO CARRIJO BARBOSA, LEANDRA APARECIDA LEAL, MARCELA RAMOS CRUCIOLI, KARLA SILVA SOUTO e orientado por PATRÍCIA LEÃO DA SILVA AGOSTINHO e orientado por PATRÍCIA LEÃO DA SILVA AGOSTINHO

Dentre as alterações causadas pelo processo de envelhecimento, a mais frequente e uma das mais importantes é a perda da força muscular, tornando-se mais evidente somente a partir dos 50 anos de idade. A força muscular tem um papel fundamental para a manutenção da funcionalidade promovendo autonomia e independência dessa população. Estudos mostram uma significativa diminuição nas pressões respiratórias de acordo com o avanço da idade e uma importante correlação entre PImáx (Pressão inspiratória máxima) e PEmáx (Pressão expiratória máxima) com a força muscular periférica. O presente estudo tem como objetivo avaliar o efeito de diferentes ambientes de exercício físico respiratório sobre a associação entre força de preensão palmar (FPP) e força muscular respiratória em idosas. Trata-se de um ensaio clínico, randomizado controlado, cego, onde foram incluídas no estudo, 15 voluntárias com faixa etária de 60 a 70 anos, sem limitações físicas, doenças cardiorrespiratórias e não tabagistas. Como critério foram excluídas voluntárias com altura menor que 1,45m, tabagistas e portadoras de problemas cardiorrespiratórios graves. As idosas foram divididas em dois grupos experimentais: Grupo solo (GS): exercícios no solo e Grupo hidroterapia (GH): exercícios na água. Posteriormente, as voluntárias foram submetidas à avaliações da capacidade funcional pulmonar pelo manovacuometro e a mensuração da força de preensão palmar através da dinamometria. As avaliações foram realizadas pré e pós 4 semanas de intervenção. O protocolo de exercícios respiratórios do presente estudo foi composto por três fases: 1ª fase: Mobilidade da caixa torácica; 2ª fase: Treino de resistência para músculos inspiratórios e 3ª fase: Fortalecimento dos músculos expiratórios. Não houve diferença estatística em relação à FPP após treinamento respiratório em ambos os grupos. Em relação aos dados da manovacuometria, observou-se que o GH apresentou aumento nos valores de PEmáx após as 4 semanas (p=0,007). A PImáx não apresentou alterações (p>0,05), assim como os dados de PImáx e PEmáx no GS. Após o treinamento físico respiratório o GS apresentou correlação positiva da PE máx com a FPP do lado esquerdo (r=0,8; p=0,03). No presente estudo observamos que a melhora nos valores de PEmáx após 4 semanas de intervenção na água (p=0,007) foi associada positivamente com a melhora da força muscular de idosas em ambos os grupos. No presente estudo não observamos após a execução do protocolo de exercícios, aumento estatisticamente significante da FPP de idosos em ambos os grupos, apesar de nossos resultados inferirem uma diferença clínica na mesma. Estes achados podem ser explicados pelo número de voluntárias. Entretanto, os resultados demonstram os benefícios de um protocolo de exercício respiratório sobre a força muscular expiratória de idosas submetidas à exercícios respiratórios em ambiente aquático.

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