Resumo Trabalho

EFEITOS DO TREINAMENTO DE FORÇA SOBRE A PRESSÃO ARTERIAL E PERFIL ANTROPOMÉTRICO DE MULHERES HIPERTENSAS E NORMOTENSAS

DIANA CATANI, LUANA DAZZI BILIBIO, CARLA ELIANE GATTO, CEZAR GRONTOWSKI RIBEIRO e orientado por CLODOALDO ANTÔNIO DE SÁ e orientado por CLODOALDO ANTÔNIO DE SÁ

A hipertensão arterial (HA) é uma das principais doenças cardiovasculares e está associada a distúrbios metabólicos. O exercício físico está entre as principais terapias não medicamentosas para a prevenção e tratamento da HA. Este estudo buscou analisar os efeitos de três meses de treinamento de força (TF) sobre a pressão arterial, frequência cardíaca, massa corporal, percentual de gordura, massa corporal magra (LBM), índice de massa corporal (IMC) e força dinâmica máxima em mulheres hipertensas e normotensas. Para tanto, 24 mulheres hipertensas (MH) e 17 normotensas (MN) realizaram três meses de TF com uma frequência de duas vezes por semana, incluindo exercícios para todos os grupos musculares. Foram avaliados no pré e pós-teste a pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD), frequência cardíaca (FC), massa corporal, percentual de gordura (%G), massa corporal magra (LBM), índice de massa corporal (IMC) e a força dinâmica máxima (1-RM). A análise dos dados demostrou que a força muscular aumentou, apenas para as MH (p <0,05). Nenhuma correlação estatisticamente significativa (p > 0,05) foi encontrada entre as variações percentuais do pré para o pós-teste das variáveis hemodinâmicas em relação as antropométricas, ou entre as alterações na força muscular e os parâmetros hemodinâmicos e antropométricos, exceto para a massa corporal, que apresentou correlação com a PAD para o grupo MH (p < 0,05). Conclui-se que três meses foram suficientes para aumentar a força, sem concomitante aumento na pressão arterial de mulheres hipertensas e que as variações na massa corporal, positivas ou negativas, correlacionaram-se positivamente com a PAD.

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