Resumo Trabalho

PERCEPÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA DE IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS E NÃO-INSTITUCIONALIZADOS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

BRUNA CARDOSO LEITE, GIOVANNA GABRIELLY CUSTÓDIO MACÊDO, JÉSSYKA SAMARA DE OLIVEIRA MACEDO , JOSÉ LINDEMBERG BEZERRA DA COSTA e orientado por MATHEUS FIGUEIREDO NOGUEIRA e orientado por MATHEUS FIGUEIREDO NOGUEIRA

A população idosa é o grupo etário com maior impacto das alterações biopatológicas e, manter a qualidade de vida na velhice é um obstáculo para as equipes de saúde. Um dos aspectos que tangem a qualidade de vida é a manutenção de um estilo de vida saudável, pouco percebido em idosos institucionalizados. Ao perceber-se discrepâncias consideráveis no tocante a qualidade de vida de idosos institucionalizados e comunitários, objetivou-se comparar, ainda que qualitativamente, a qualidade de vida de idosos inseridos em meios de vivências distintos. Portanto, trata-se de um estudo descritivo qualitativo com caráter de relato de experiência, obtido a partir de atividades em campo da disciplina Enfermagem na Saúde do Idoso, do curso de Bacharelado em Enfermagem do Centro de Educação e Saúde da Universidade Federal de Campina Grande, campus Cuité. A disciplina, cursada durante o período letivo 2017.1, teve coordenação do professor Dr. Matheus Figueiredo Nogueira. As atividades em campo incluíram uma visita à Casa do Idoso Vó Filomena e uma intervenção educativa no grupo de idosos Alegria de Viver, ambos localizados no município de Cuité, curimataú paraibano. A análise da qualidade de vida desses idosos inseridos em diferentes contextos foi realizada a partir da percepção das seis facetas que compõem o questionário WHOQOL-Old. De acordo com a análise do “funcionamento sensório” pode-se observar que os idosos institucionalizados, em sua grande maioria, apresentavam doenças crônicas neurodegenerativas e um declínio progressivo sensório, com interrupção das atividades diárias, enquanto os idosos do grupo Alegria de Viver demonstraram singelas alterações relacionadas ao processo de envelhecimento. Esse aspecto corrobora para que nas facetas “autonomia” e “participação social” os idosos institucionalizados demonstrem nenhum poder de tomada de decisão, assim como mínima interação social, enquanto os não-institucionalizados apresentam satisfatória participação, principalmente entre os componentes do grupo. Assim como na faceta participação social, a “intimidade” demonstrou que os idosos institucionalizados apresentaram-se em risco para diversas doenças relacionadas ao isolamento social, enquanto os não-institucionalizados mostraram-se ativos na sociedade, com a sexualidade preservada e em boa relação com amigos e familiares. Nas facetas “atividades passadas, presentes e futuras” e “morte e morrer”, os idosos da casa de longa permanência apresentaram-se presos ao passado, sem expectativa de melhores anos de vida e impactados negativamente pelas más experiências, já os idosos não-institucionalizados possuíam planos para o futuro, expectativa de uma vida com vigor e funcionalidade social. De maneira geral, após a análise comparativa das seis facetas que compõem o questionário WHOQOL-Old, notou-se considerável declínio funcional nos idosos institucionalizados, assim como maior prevalência de doenças crônicas não-transmissíveis e neurodegenerativas. Em contrapartida, os idosos que fazem parte do Grupo Alegria de Viver são estimulados constantemente a manter um estilo de vida saudável, refletindo na melhor qualidade de vida, principalmente no tocante a autonomia e independência. Entende-se, logo, que por ser atribuição da equipe de saúde garantir a qualidade de vida, autonomia e independência da população idosa, é notável a necessidade de um olhar mais atencioso.

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