Resumo Trabalho

USO DE PSICOFÁRMACOS EM IDOSOS DO PROGRAMA CIDADE DO IDOSO DO MUNICÍPIO DE CHAPECÓ/SC

LUCIANE BAIERLE LORENZATTO, GISELE CASSOL, SCHEILA MARCON, MARIA ISABEL GONÇALVES DA SILVA e orientado por VANESSA DA SILVA CORRALO e orientado por VANESSA DA SILVA CORRALO

Neste estudo objetivou-se avaliar o uso de psicofármacos em idosos participantes do Programa Cidade do Idoso do município de Chapecó/SC, bem como, comparar o uso destas substâncias em relação às variáveis sexo e tempo de ingresso no Programa. Trata-se de uma pesquisa analítica descritiva, de corte transversal, com abordagem quantitativa, realizada com 246 idosos de ambos os sexos. A coleta de dados foi realizada no período de novembro de 2015 a novembro de 2016, por meio de um questionário aplicado sob forma de entrevista individualizada, no espaço de convivência e no Centro de Saúde da Cidade do Idoso. Os idosos foram divididos em iniciantes (idosos que realizam atividades na Cidade do Idoso há, no máximo, três meses) e participantes ativos (os idosos que realizam atividades há mais de três meses). Dentre os idosos entrevistados, 66,30% eram do sexo feminino e 33,70% do sexo masculino. Destes, 78,50% autorreferiram cor de pele branca, 48,80% eram casados, 87,80% eram alfabetizados e 86,20% eram aposentados. Verificou-se uma prevalência de uso de psicofármacos de 13,41%. Entre os psicofármacos mais utilizados houve predomínio da classe dos antidepressivos (11,38%), seguido dos ansiolíticos (benzodiazepínicos) (3,66%). Evidenciou-se uma associação entre o uso de psicofármacos e as variáveis sexo e tempo de ingresso no programa, sendo que a prevalência do uso desses fármacos no sexo feminino (16,60%) foi superior ao masculino (7,20%) (p<0,05). Além disso, a prevalência de utilização de psicofármacos foi maior entre os idosos iniciantes (20,30%) do que entre os participantes ativos (10,20%) (p<0,05). Conclui-se que a inserção dos idosos em programas como a Cidade do Idoso, que aliam a prática de atividades físicas, atividades de interação e convívio social pode interferir de forma positiva no uso de psicofármacos.

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