Resumo Trabalho

PERCEPÇÃO DE FAMILIARES ACOMPANHANTES FRENTE AO PROCESSO DE HOSPITALIZAÇÃO DO IDOSO

MARÍLIA ANGELINA FERREIRA PAPA, VIVIAN CARLA DE CASTRO, CLAUDIA VIVIANE DE CASTRO e orientado por LIGIA CARREIRA e orientado por LIGIA CARREIRA

O processo de envelhecimento atinge os seres humanos de forma universal, e caracteriza-se como dinâmico, progressivo, irreversível e fortemente relacionado a fatores biopsicossociais. O presente estudo teve como objetivo compreender a percepção de familiares acompanhantes frente ao processo de hospitalização do idoso. Trata-se de um recorte de uma pesquisa descritivo e exploratório, de abordagem qualitativa, realizada junto a familiares acompanhantes de idosos internados na clínica médica do hospital de um município do norte do Paraná. A coleta de dados ocorreu com onze familiares, entre os meses de setembro e outubro de 2015. Os critérios de inclusão foram: ter 18 anos ou mais, ser familiar e acompanhante principal do idoso internado na clínica médica do hospital concedente, e estar sob condição de acompanhante há, no mínimo, 48 horas. As entrevistas foram realizadas com base em um roteiro semiestruturado que incluiu informações sociodemográficas e questões abertas acerca da assistência de enfermagem prestada ao idoso. As respostas foram gravadas e transcritas na íntegra e, posteriormente, submetidas à Análise de Conteúdo. A pesquisa seguiu os preceitos éticos da Resolução 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde. Evidenciou-se que a maioria dos acompanhantes entrevistados apresentou sobrecarga, pelo fato de ser atribuída, geralmente, a uma única pessoa a responsabilidade direta para com o idoso hospitalizado. Ainda que perpassadas algumas dificuldades, notou-se contentamento das acompanhantes em relação à participação na assistência, uma vez que tinham grande ligação afetiva com os idosos, sendo o grau de parentesco filhas ou cônjuges. Os resultados do presente estudo poderão trazer subsídios para a prática em saúde, a partir da reflexão acerca da assistência prestada aos idosos, com o intuito de qualificar o cuidado, envolvendo aspectos biopsicossociais do indivíduo, favorecendo a relação família/paciente/equipe, podendo auxiliar na valorização não só de quem recebe a assistência, mas daqueles profissionais que se dedicam à mesma.

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