Resumo Trabalho

EFEITO DO MEDICAMENTO NO CONTROLE POSTURAL DE IDOSOS COM DOENÇA DE PARKINSON

PRISCILA NÓBREGA DE SOUSA, DIEGO ORCIOLI-SILVA, NÚBIA RIBEIRO DA CONCEIÇÃO, VINICIUS CAVASSANO ZAMPIER e orientado por LILIAN TERESA BUCKEN GOBBI e orientado por LILIAN TERESA BUCKEN GOBBI

Uma das estratégias de tratamento dos sinais e sintomas da doença de Parkinson (DP) é a ingestão de medicamentos precursores de dopamina. Aparentemente, estudos mostram que a instabilidade postural não responde à tal terapia. Porém, mais estudos devem ser realizados visando esclarecer os reais efeitos da terapia medicamentosa no controle postural de pacientes com DP. Neste contexto, o objetivo deste estudo foi analisar o efeito do medicamento no controle postural de idosos com DP. Participaram do estudo 17 idosos com DP (idade 71,77±8,23 anos), entre os estágios leve e moderado da escala de Hoehn & Yahr (HY). Os pacientes com DP realizaram as avaliações clínicas e de equilíbrio no estado “OFF” (no mínimo 12 horas após a última ingestão do medicamento precursor de dopamina ou 24 horas para agonistas dopaminérgicos) e no estado “ON” da medicação específica da DP – levodopa (aproximadamente uma hora após a ingestão do medicamento). Para avaliação clínica foram utilizadas a Unified Parkinson’s Disease Rating Scale, subescala motora (UPDRS III) e a HY. A avaliação do equilíbrio consistiu em duas tarefas: posição ereta e posição semi-tandem (pés unidos, com o calcanhar de um dos pés encostado na metade do outro pé). Todas as tarefas foram realizadas com os olhos abertos. Uma plataforma de força foi utilizada para analisar as variáveis do centro de pressão (CoP) durante as tarefas de equilíbrio. Os seguintes parâmetros foram analisados: velocidade média do CoP no sentido médio lateral e anteroposterior; root mean square do deslocamento do CoP no sentido médio lateral e anteroposterior, e a área do CoP. Os dados referentes as avaliações clínica e do controle postural foram analisados por meio do Teste t pareado (DP “on” x DP “off”). O nível de significância mantido foi em 0,05 para todas as análises. Os idosos com DP, no estado ON do medicamento, diminuíram os valores da UPDRS III (t(16) = 7,099; p≤0,001) em comparação com o estado OFF do medicamento. Ainda, os pacientes aumentaram os valores do RMS médio lateral na tarefa semi-tandem (t(16) = -2,163; p=0,046) no estado ON do medicamento em comparação com o estado OFF. O Teste t não revelou diferença significativa na tarefa normal. Dessa forma, com um aumento dos valores do RMS médio lateral na condição semi-tandem no estado ON do medicamento, é possível especular que o efeito do medicamento é dependente da tarefa, sendo que em tarefas mais desafiadoras, o medicamento pode interferir no controle postural dos pacientes com DP. Portanto, os resultados deste estudo mostram que o medicamento é eficaz para melhorar o quadro clínico da DP. Entretanto, no controle postural, o efeito do medicamento é dependente da tarefa, sendo que em tarefas mais desafiadoras, como a tarefa semi-tandem, o efeito medicamentoso pode ser mais evidente, alterando o controle postural de idosos com DP.

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