Resumo Trabalho

RISCO DE QUEDAS, DECLÍNIO COGNITIVO, EFEITOS INDESEJÁVEIS E INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS PELO USO DE BENZODIAZEPÍNICOS EM IDOSOS

ALISSON DE VASCONCELOS PINTO, HALLYSON SANTOS MORAIS LIMA, AMANDA FERNANDES DE ARAUJO, ÂNDERSON DE VASCONCELOS PINTO e orientado por FERNANDO DE SOUSA OLIVEIRA e orientado por FERNANDO DE SOUSA OLIVEIRA

A população idosa foi uma das classes populacionais que mais cresceu no Brasil nos últimos 10 anos. Segundo estimativas da OMS, até 2025, o Brasil será o sexto país em número de idosos. Concomitantemente a este crescimento, houve uma alta prevalência de doenças mentais e consequentemente, um aumento no consumo de psicotrópicos, entre eles o uso de benzodiazepínicos. Esses fármacos são os mais prescritos e largamente utilizados no mundo inteiro, para combater a insônia e ansiedade, principalmente em idosos. Sendo assim, torna-se bastante relevante estudar mais sobre essa temática, especialmente na população geriátrica. O estudo tem por objetivo realizar uma revisão sobre o uso de benzodiazepínicos em idosos, analisando seus efeitos relacionados ao risco de quedas, declínio cognitivo, interações medicamentosas e efeitos indesejáveis durante o seu uso prolongado. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura. Para a sua elaboração, foram utilizados artigos, lidos, interpretados e analisados. As suas respectivas referências, foram obtidas nos bancos de dados eletrônicos: Scielo, Biblioteca Virtual da Saúde (BVS), ScholarGoogle, periódicos da CAPES, Medline/PubMed. Os seguintes descritores foram utilizados: “benzodiazepínicos”, “ansiolíticos”, “idosos”, “ansiedade”, “terceira idade”, assim como, as suas combinações e seus respectivos termos em inglês. Foram incluídos artigos publicados em revistas nacionais e internacionais publicados em periódicos no período de dez anos (2007-2017), priorizando os mais recentes. O uso de benzodiazepínicos pelos idosos tem gerado uma série de discursões. Vários estudos realizados nos últimos anos, relatam que as mulheres idosas são as que mais consomem este tipo de medicamento e que o seu uso prolongado, ultrapassa períodos de 4 a 6 semanas, provocando fenômenos de tolerância e dependência. Analisando os artigos se pode concluir que é imprescindível a presença do profissional farmacêutico na orientação do uso racional dos benzodiazepínicos para tentar minimizar quedas, declínio cognitivo, interações medicamentosas e efeitos indesejáveis causados pelo uso indiscriminado e abusivo desses medicamentos.

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