Resumo Trabalho

QUALIDADE AUDITIVA DOS IDOSOS RIBEIRINHOS QUE VIVEM NO MUNICÍPIO DE MAUÉS-AM

VANUSA DO NASCIMENTO, EULER ESTEVES RIBEIRO , BEATRIZ DA SILVA ROSA BONADIMAN, AUDREI DE OLIVEIRA ALVES e orientado por IVANA BEATRICE MÂNICA DA CRUZ e orientado por IVANA BEATRICE MÂNICA DA CRUZ

O envelhecimento humano está associado à progressão de disfunções fisiológicas e ao risco de desenvolvimento de doenças crônicas não-transmissíveis (DCNTs). Entre as alterações degenerativas que mais acometem os idosos está a perda auditiva, denominada presbiacusia, que se desencadeia a partir da degeneração progressiva da parte sensorial, neural, estrial e das células que dão suporte a cóclea. Considerando que esta é uma das principais causas da perda auditiva em idosos, estudos nesse âmbito são de extrema importância. Entretanto, o impacto da saúde auditiva na qualidade de vida dos idosos ribeirinhos ainda não foi bem esclarecido, esse trabalho tem como objetivo determinar a prevalência da qualidade auditiva em idosos ribeirinhos que vivem no município de Maués-AM. Foi conduzido um estudo transversal, observacional que estimou a prevalência da qualidade auditiva dos idosos vivem no município de Maués, Amazonas. Esse estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com seres humanos. O instrumento da pesquisa consistiu em questões gerais e simplificadas para coletar dados autorrelatados dos idosos, no qual as informações foram obtidas via entrevista estruturada incluindo as seguintes variáveis: perfil socioeconômico, estilo de vida, saúde, equilíbrio, capacidade funcional e qualidade auditiva. Foram incluídos no estudo indivíduos com idade igual ou superior a 60 anos, que estavam cadastrados no Estratégia de Saúde da Família do Sistema Único de Saúde (ESF-SUS), residentes de Maués, indivíduos que não preenchiam esses critérios de inclusão eram excluídos da pesquisa. Estas informações foram organizadas em um banco de dados digitados inicialmente em planilha Excel e posteriormente transferido e conferido em arquivo do Programa Estatístico SPSS (Versão 19.0). Um total de 540 idosos participaram do estudo, com idade média de 72,3 ±7,8 anos. A maioria dos idosos relatou ouvir bem ou muito bem, sendo que os idosos jovens (60 a 74 anos) relataram menor frequência de audição ruim, quando comparados com os idosos longevos (>75 anos). Assim, este estudo sugere que as condições auditivas impactam mais nos fatores sociais do que os fatores clínicos, nos idosos ribeirinhos avaliados. Estes resultados também condizem com relatos epidemiológicos presentes na literatura científica que também descreveram impacto negativo da audição ruim na sobrevivência dos idosos. Assim, os resultados aqui descritos reforçam que a audição é um sentido que tem grande impacto nas comunidades tradicionais. Sendo assim, a análise através do autorrelato da prevalência da qualidade auditiva dos idosos ribeirinhos de Maués, foi de fundamental importância. Os resultados aqui descritos reforçam que a audição é um sentido que tem impacto nas comunidades tradicionais, além de ser um tema de grande relevância na gerontologia, buscando proporcionar uma melhora na qualidade de vida dos indivíduos acometidos pela doença

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