Resumo Trabalho

USO DA LIBERAÇÃO MIOFASCIAL COMO TÉCNICA COADJUVANTE NO TRATAMENTO DE PORTADOR DE DOENÇA PULMONAR OBSTRUTUVA CRÔNICA

BRUNA D PAULA SOUZA DA COSTA, LUZIELMA MACÊDO GLÓRIA, MAYARA DO SOCORRO BRITO DOS SANTOS, EDILENE DO SOCORRO NASCIMENTO FALCÃO SARGES e orientado por CLARA NARCISA SILVA ALMEIDA e orientado por CLARA NARCISA SILVA ALMEIDA

Introdução: A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma patologia irreversível e tratável, que apresenta como característica a limitação crônica ao fluxo aéreo. Em caso de fadiga dos músculos da respiração, necessitando fazer uso da musculatura acessória, dentre as quais cita-se o trapézio superior e esternocleidomastóideo (ECOM), isto pode gerar a hipertrofia desses músculos, o que por sua vez pode resultar em comprometimento da qualidade do sono. Objetivo: é avaliar a influência da utilização da técnica de crochetagem na liberação do músculo ECOM e trapézio superior para melhorar a qualidade do sono de portador de DPOC. Método: Trata-se de uma intervenção fisioterapêutica realizado no período de junho a dezembro 2016, em um ambulatório de Reabilitação Cardiorrespiratória de um hospital universitário de Belém, Pará. Participou um paciente idoso, do sexo masculino com diagnóstico clínico de DPOC, integrante de um programa de reabilitação cardiorrespiratório, que apresentava como principais queixas: dispneia frequente, calafrios e insônia. A qualidade do sono foi avaliada pelo Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (PSQI) aplicado antes da utilização da técnica de crochetagem, ao fim de 3 meses utilizando a técnica e 3 meses após sua suspensão. Resultado/discussão: As pontuações obtidas nos respectivos períodos de avaliação pelo PSQI foram: 10 (qualidade do sono alterada), 4 (dentro da normalidade) e 9 (qualidade do sono alterada). Conclusão: A crochetagem parece ser uma opção viável a se agregar aos protocolos de reabilitação para DPOC, a fim de minimizar os efeitos de distúrbios respiratórios do sono. No entanto, por ser uma técnica ainda pouco difundida, necessita de maiores estudos que se dediquem a verificar sua eficácia para este perfil de pacientes.

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