Resumo Trabalho

ASSISTÊNCIA DOMICILIAR DE ENFERMAGEM AO CLIENTE IDOSO COM SONDA VESICAL DE DEMORA EM UMA COMUNIDADE DO MUNICÍPIO DE MARECHAL DEODORO-AL

FLÁVIA BUARQUE TENÓRIO LOPES DE SOUZA, ARIELLE LUISE DA SILVA OLIVEIRA, MARIA DO CARMO DE LIMA RAPOSO e orientado por VANESSA GABRIELLE DOS SANTOS ARAÚJO e orientado por VANESSA GABRIELLE DOS SANTOS ARAÚJO

Os pacientes idosos fragilizados, em sua maioria, necessitam de uma assistência de enfermagem e multiprofissional integral em domicílio. Esta definida como um conjunto de atividades de caráter ambulatorial, programadas e continuadas, desenvolvidas no domicílio do próprio paciente. O cateterismo urinário é um procedimento comumentemente utilizado em idosos que necessitam de assistência domiciliar, e consiste na introdução de um cateter (sonda) estéril via uretral até a bexiga para esvaziamento e controle da diurese. O objetivo deste relato de experiência é descrever o acompanhamento da assistência de enfermagem em domicílio a um paciente idoso com sonda vesical de demora (SVD), justificando-se pela necessidade de discutir cuidados e ações necessárias, tendo vista um plano de ação com objetivo de prevenir complicações neste indivíduo. Trata-se de um relato de experiência que descreve atividades de enfermeirandos do Centro Universitário Tiradentes de Alagoas, na unidade de José Dias com Estratégia de Saúde da Família, no município de Marechal Deodoro-Alagoas, durante os meses de agosto e setembro de 2016, acerca da assistência de enfermagem a um paciente idoso com SVD, bem como revisão de literatura de artigos e livros. Paciente com 65 anos, masculino, viúvo, branco, aposentado, analfabeto, reside no município de Marechal Deodoro – Alagoas, com uso de SVD devido à hiperplasia prostática. Durante as visitas domiciliares eram observados presença de pontos exsudativos e sangue no tubo de conexão da SVD e em bolsa coletora, esta posicionada em contato com o chão em alguns momentos, débito urinário entre 50 à 100 ml com coloração amarela escura. Após retirada de SVD, presente há mais de 25 dias no meato urinário do idoso, foi realizado procedimento de troca desta, por uma enfermeiranda e preceptora de estágio, com posterior hematúria de forma intermitente. O cliente negava dor e afirmou que em todas as passagens de SVD anteriores, havia presença de hematúria, em quantidade maior e de forma constante. O mesmo foi transferido para o Hospital Geral do Estado de Alagoas (HGE), sendo realizada abertura de incisão suprapúbica para passagem de nova SVD. Os enfermeirandos, juntamente com a enfermeira preceptora e da Unidade Básica de Saúde (UBS) construíram um plano de cuidados, abrangendo diagnósticos, intervenções e implementações de enfermagem, e resultados esperados. Alguns dos diagnósticos de enfermagem para o cliente quando em uso de SVD em meato urinário foram: Risco alto de lesão e infecção no trato urinário inferior pelo uso do cateter vesical, Troca do cateterismo vesical de demora em tempo inadequado e Ingesta hídrica insuficiente. O presente trabalho explicita que o uso da SVD, somado as peculiaridades do idoso, trata-se de um procedimento complexo. Desta forma, a equipe de enfermagem desempenha um importante papel, cabendo-lhes assim exercerem uma assistência de qualidade a estes clientes. Considera-se que é possível prevenir, minimizar ou excluir as complicações decorrentes do seu uso, através de ações de cuidados adequados no cliente idoso portador de SVD durante assistência no domicílio.

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