Resumo Trabalho

HEPATITE B NA POPULAÇÃO IDOSA BRASILEIRA

MYRNA LINS TENÓRIO, PAULA GABRIELLE DE ALMEIDA, MARIA LAURA MEDEIROS BLEINROTH, KARLA MEDEIROS BELÉM e orientado por VIVIANE VANESSA RODRIGUES DA SILVA SANTANA e orientado por VIVIANE VANESSA RODRIGUES DA SILVA SANTANA

Introdução: O envelhecimento populacional é um fenômeno que cresce em todo o mundo, inclusive no Brasil. Com o aumento da qualidade de vida, associado aos avanços em medicações de estimulação sexual e reposição hormonal, acontece atualmente um prolongamento e continuidade da atividade sexual até as faixas etárias mais elevadas, essa realidade abre espaço para que casos de ISTs na terceira idade aumentem, incluindo infecções pelo vírus da Hepatite B. Casos de HB na população idosa merecem atenção especial, visto às fragilidades que esses indivíduos já possuem, apresentando-se como um grave problema de saúde pública no Brasil, tornando-se necessárias discussões mais amplas e desenvolvimento de pesquisas atuais relacionadas a esse tema. Objetivo: conhecer a incidência, no Brasil, de casos de Hepatite B na população idosa no período de 2007 a 2015, afim de realizar uma comparação entre a incidência, por faixa etária e por sexo, na população em geral e na população idosa. Metodologia: trata-se de um estudo epidemiológico, descritivo e retrospectivo com abordagem quantitativa. Para sua realização foram aproveitados dados presentes no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). As variáveis utilizadas foram Sexo e Faixa etária, relacionadas com a variável HBsAg reagente. Os dados utilizados constam do período de 2007 a 2015. Resultados e discussões: foi observado que a incidência de Hepatite B na faixa etária de 60 a 64 anos, foi superior à incidência na faixa de 15 a 19 anos, uma população jovem, em plena atividade sexual e produtiva economicamente, evidenciando que os idosos estão sim mantendo uma vida sexual ativa. Observou-se ainda a predominância da incidência da HB no sexo masculino. Os resultados obtidos no presente estudo evidenciam que fazem parte de um grupo em ascensão atualmente e merecem atenção e acompanhamento mais próximos. Conclusão: a partir desses achados nota-se a necessidade de um olhar diferenciado à população idosa e o entendimento de que fazem parte da população sexualmente ativa e, por isso, estão também expostos às ISTs, incluindo a HB, tornando-se imprescindível novas pesquisas que tenham o objetivo de compreender os diferentes aspectos que, direta ou indiretamente, estejam relacionados à infecção nesse grupo etário, e que possam contribuir para a melhoria da saúde pública no Brasil.

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