Resumo Trabalho

EFEITO DO USO DO SISTEMA DE ÂNCORA SOBRE A OSCILAÇÃO POSTURAL EM IDOSOS DURANTE A POSTURA ERETA APÓS A FADIGA DOS MÚSCULOS FLEXORES PLANTARES

ANDRESSA BUSCH ROCHA PEREIRA e orientado por DR. RENATO DE MORAES e orientado por DR. RENATO DE MORAES

Sabe-se que envelhecer acarreta em declínio do funcionamento dos sistemas sensoriais (visual, vestibular e somatossensorial) e musculoesquelético. Essas alterações repercutem em limitações funcionais no controle postural e são associadas ao evento de quedas e complicações subsequentes. O sistema nervoso central regula a estabilidade corporal com base nos inputs sensoriais, desse modo, alterações ou menor input sensorial pode causar perturbação ao controle postural. A fadiga muscular altera o input proprioceptivo e o output motor, o que pode afetar o controle postural causando aumento da oscilação corporal e levando o sujeito mais perto de seus limites de estabilidade. Essa perturbação é mais exacerbada nos idosos, uma vez que seus sistemas sensorial e musculoesquelético são menos eficientes. O fenômeno de fadiga muscular pode ocorrer ao longo das tarefas diárias com aumento do risco de quedas para a população de idosos. Em especial a fadiga dos músculos flexores plantares (MFP) pode afetar o controle postural, por atuarem na função anti-gravidade. O uso do sistema âncora (SA) se mostrou capaz de diminuir a oscilação corporal em diferentes populações, mas não sabemos se ele é capaz de reduzir a perturbação postural em decorrência da fadiga dos MFP. Na literatura encontramos que a informação sensorial adicional proveniente do toque leve e do taping foram capazes de compensar o efeito perturbador postural em função da fadiga dos MFP em adultos jovens. Entretanto, não se sabe se esse benefício se estenderia aos idosos. O objetivo desse estudo foi verificar se o uso do SA é capaz de compensar o aumento da oscilação corporal em função da fadiga dos MFP em idosos. Participaram dessa pesquisa 19 idosos (67,8±4,9 anos). Os participantes ficaram sobre a plataforma de força em postura ereta semi-estática, descalços, com os pés unidos, os olhos fechados e cotovelos fletidos em quatro condições combinando o uso do AS (com e sem), antes e após a fadiga dos MFP. O SA é composto por dois cabos flexíveis, com massas leves (125 g) fixadas em uma das pontas de cada cabo, os participantes devem segurar as extremidades livres em cada mão enquanto mantem os cabos tensionados sem retirar as massas do chão. As tentativas nas condições com e sem o SA foram realizadas antes e imediatamente após o protocolo de fadiga. O protocolo de fadiga consistiu em uma única série de exercício (isotônico constante e ininterrupto) bilateral do movimento de flexão plantar, verificando amplitude e o ritmo do movimento (1 Hz). Quando o participante não era mais capaz de manter a amplitude e/ou o ritmo do movimento a fadiga era inferida. Observamos aumento da oscilação corporal após a fadiga, observamos ainda redução da oscilação corporal com o uso do SA. Contudo, não houve interação entre âncora e fadiga. Portanto concluímos que o SA não foi capaz de compensar o efeito perturbador da fadiga dos músculos flexores plantares em idosos.

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