Resumo Trabalho

O EU E O TEMPO: UM DESVELAR DA SEXUALIDADE EM MEMÓRIAS DE MINHAS PUTAS TRISTES

FREDERICO DE LIMA SILVA, WIDIGIANE PEREIRA DOS SANTOS FERNANDES, TÂMARA DUARTE DE MEDEIROS, HERMANO DE FRANÇA RODRIGUES e orientado por HERMANO DE FRANÇA RODRIGUES e orientado por HERMANO DE FRANÇA RODRIGUES

A cultura lança sobre o idoso um estereótipo de sujeito que chegou no limiar da sua existência e que, diferente da juventude, encontra-se cingido em praticamente todos os aspectos da sua vida. Quando tocamos no quesito sexualidade, a velhice ganha um tom ainda mais depreciativo, tendo em vista que ela é cultural, biológica e cientificamente reconhecida como a última fase de declínio da sexualidade humana, de nulidade dos desejos sexuais, de castração fisiológica. Não é o caso do personagem principal da narrativa Memórias de minhas putas tristes, pelo contrário, encontramos um idoso com vivacidade, intelecto aguçado pela experiência, que desconstrói o entendimento equivocado que o senso comum impõe à sexualidade na velhice, por meio da sua vontade de gozar, dentro da subjetividade de um momento entre as improváveis ligações amorosas que essa personalidade ficcional tenta a todo custo manter, tendo em vista que, apesar da decadência do corpo, sua vontade ainda é jovem e é essa a motivação que o interpela a continuar na vida de outros a nossa própria história. Para tanto, faremos uso de recortes da obra, tendo como foco a relação entre o Velho Sábio e a jovem Delgadina, e recorrendo à teoria psicanalítica freudiana como baldrame analítico para o entendimento dos desejos contidos nessa relação.

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