Resumo Trabalho

INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA: O IMPACTO DA HEMODIÁLISE NA QUALIDADE DE VIDA DO IDOSO

NICOLE BRANDÃO BARBOSA DE OLIVEIRA, JULIA MANUELA MENDONÇA DE ALBUQUERQUE, ISABELLE MIRANDA TAVARES, MARIA AMÉLIA ALBUQUERQUE DE FREITAS e orientado por MILTON VIEIRA COSTA e orientado por MILTON VIEIRA COSTA

INTRODUÇÃO: O presente estudo tem como objetivo avaliar os efeitos da hemodiálise na qualidade de vida de idosos acometidos com insuficiência renal crônica. No contexto em que os idosos são mais acometidos pela Doença Renal Crônica (DRC), há inevitavelmente interferências que podem afetar negativamente sua qualidade de vida. Trata-se de uma doença de instalação gradual, na qual o paciente depende de uma terapêutica contínua, como por exemplo a hemodiálise O surgimento desse tratamento aumentou a sobrevida dos pacientes acometidos por DRC. No entanto, há ambiguidade acerca de suas consequências, pois, enquanto são devolvidas as funções vitais do organismo, ele é altamente debilitante nos aspectos físicos, emocionais e sociais. METODOLOGIA: Foi realizada uma revisão integrativa de literatura usando das bases de dados: SCIELO e LILACS, com os descritores: “insuficiência renal” e “idosos” associados ao operador booleano “AND”. Foi delimitado o período de publicação entre 2010 e 2017, encontrados 364 artigos no total e selecionados 8. Se empregou como critério de exclusão títulos com termos incompatíveis com o tema de geriatria e nefrologia, resumos incongruentes com o tema central e, por último, a leitura do artigo como um todo. RESULTADOS: A hemodiálise é a modalidade de diálise mais utilizada na atualidade, visto que 90,6% dos pacientes com DRC fazem tratamento por meio dessa terapêutica. Observaram-se aspectos acerca dos pacientes submetidos à hemodiálise: são em sua maioria homens com idades entre 60 a 70 anos, as comorbidades mais comuns são diabetes mellitus e hipertensão arterial sistêmica. Em aproximadamente 30% das sessões de hemodiálise pode ocorrer algum tipo de complicação física e psicológica decorrente dessa terapia, ademais há a possibilidade de ser associado ou não ao catabolismo inerente à DRC, além de contribuir e até acelerar o dano cerebral e o declínio cognitivo. A aceitação ao tratamento é dicotômica, pois há a consciência da necessidade do tratamento bem como dos efeitos deletérios desse. Assim, observou-se que a forma de enfrentamento do paciente à situação interfere na resposta ao tratamento. CONCLUSÃO: Dessa forma, com base no conteúdo analisado, foi verificado que tanto a DCR como a hemodiálise compromete a qualidade de vida dos pacientes, em especial quando idosos devido à fragilidade emocional e física. À vista disso, o apoio familiar, a manutenção de pequenas tarefas cotidianas e a movimentação física se demonstram benéficas para a melhoria da qualidade de vida e inclusive para uma melhor resposta ao tratamento.

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