Resumo Trabalho

A RESIDÊNCIA DE ENFERMAGEM E O CUIDADO A PACIENTES IDOSOS NA URGÊNCIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA

MARIA IRACEMA DA SILVA NETA, CARLA MARIA LOPES DOS SANTOS, MAYANA CRISTINA AMARAL FREIRE SOUZA

A residência em enfermagem é uma modalidade de especialização lato sensu, treinamento em serviço. Possibilita melhorar a qualidade da assistência no serviço de saúde, traçar perfil de profissional generalista com competências relacionadas à atenção à saúde, tomada de decisões, comunicação, liderança, administração, gerenciamento e educação permanente. No Brasil, assim como em países em desenvolvimento, a expectativa de vida tem aumentado ao longo das últimas décadas, sendo identificado um crescente número de idosos. Projeções para 2030 acusa que o número de idosos irá superar o de crianças e adolescentes (menores de 15 anos de idade), em cerca de quatro milhões. Saber cuidar é algo inerente ao ser humano, mas os enfermeiros possuem várias alternativas para fazê-lo. Trata-se de um relato de experiência, sistematizado a partir das vivências das residentes de enfermagem atuantes na residência de urgência e emergência de um hospital situado no sertão de Pernambuco, na sala de observação da urgência e emergência, num período de janeiro a abril de 2017, na assistência de pacientes idosos. Durante os atendimentos aos pacientes idosos, foi vivenciado diariamente circunstâncias em que o paciente se encontrava em situações de angústia e ansiedade, devido demora no agendamento de cirurgias ortopédicas, ou quando os déficits neurológicos iriam terminar, além do medo da morte. A estrutura física acaba prejudicando a assistência, falta espaço físico mais adequado, por vezes ficando os idosos em corredores, sendo assim susceptível a inadequada segurança do paciente, seja por uma maca sem grade, submetendo risco de quedas, seja pela impossibilidade de realizar a mudança de decúbito, ou mesmo questões de privacidade e conforto. Para diminuir os riscos aos quais estavam expostos os idosos nesse ambiente, eram adotadas medidas de segurança do paciente, tais como: elevação de grades dos leitos, orientação dos acompanhantes quanto a permanência e auxilio no deslocamento, utilização de escadas para descer e subir no leito. Para os pacientes com déficit motor ou acamados eram orientados sobre a importância da mudança de decúbito juntamente com a equipe de enfermagem, elevação da cabeceira a 45º para evitar risco de broncoaspiração. Para os idosos que se encontravam nos corredores, eram viabilizados lugares mais próximo do posto de enfermagem, ou solicitação e gerenciamento imediato de leitos nas clinicas. No quesito garantia de privacidade, eram usados biombos nos corredores em procedimentos simples, nos mais invasivos os idosos eram realocados para uma sala de um setor próximo. A vivência sendo residente, possibilitou uma oportunidade significativa de aprendizado e contato com profissionais de diferentes áreas, onde se efetua o cuidado integral na prática profissional com a conscientização de que a assistência deve contemplar os aspectos sociais, ambientais e psicológicos do indivíduo. Atuar reconhecendo os desafios e barreiras que dificultam o gerenciamento do cuidado é fundamental para traçar planos para melhoramento de ações e serviços em saúde.

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