Resumo Trabalho

TERAPIA TROMBOLÍTICA NO AVC ISQUÊMICO EM IDOSO: RELATO DE EXPERIÊNCIA

MARIA IRACEMA DA SILVA NETA, CARLA MARIA LOPES DOS SANTOS, MAYANA CRISTINA AMARAL FREIRE SOUZA e orientado por VITÓRIA DE BARROS SIQUEIRA e orientado por VITÓRIA DE BARROS SIQUEIRA

O aumento da população idosa vem ocorrendo tanto nos países desenvolvidos como também nos países em desenvolvimento. O Brasil vem apresentando ao longo dos anos um aumento da expectativa de vida da população, em contrapartida, tal situação provoca um aumento do número de pessoas com doenças crônicas, em especial as do aparelho cardiovascular, dentre essas, o Acidente Vascular Cerebral (AVC). Consoante a Organização Mundial da Saúde, o Acidente Vascular Cerebral refere-se ao seguimento vertiginoso de sinais clínicos de distúrbios focais ou globais da função cerebral, com duração dos sintomas igual ou superior a 24 horas, sendo de origem vascular, provocando modificações cognitivas e sensório-motoras, conforme a área afetada e a extensão da lesão. O AVC além de causar mortalidade, é uma das principais doenças que causam diminuição na capacidade de realização de atividades diárias. É uma emergência médica que se tratada dentro da “Janela terapêutica” possibilita diminuição de sequelas. A Sociedade Brasileira Doenças Vasculares (SBDV), estabeleceu um protocolo de recomendações e contra-indicações para o uso do rt-PA em pacientes com AVCI no Brasil. No entanto, a intervenção com rt-PA ainda é pouca devido falta de conhecimento sobre essa patologia pela população, ou mesmo por atrasos na procura dos serviços de saúde adequados, falta de unidades de referência, ou ausência de profissionais e exames especializados. Trata-se de estudo descritivo e de campo, tipo relato de experiência, realizado na sala vermelha no Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco/ HU-UNIVASF. O paciente chegou no hospital há 2 horas do ictus, estando o mesmo dentro da janela terapêutica. Em relação aos critérios de exclusão e inclusão da terapia trombolítica o paciente estava apto, pois apresentava idade de 75 anos, ictus há 1hora da admissão hospitalar, NIHSS > 8, família negava uso de anticoagulação, negava procedimentos cirúrgicos nos últimos 30 dias, e negava história conhecida de hemorragia intracraniana. Durante a infusão o paciente foi monitorado principalmente quanto a elevação da pressão arterial sistêmica, no entanto, essa avaliação não era registrada em prontuário, mas em uma folha anexada na maca do paciente. O paciente após 24h de infusão da alteplase foi encaminhado para sala verde e logo após dois dias recebeu alta hospitalar sem sequelas neurológicas. A equipe de saúde atuou conforme os critérios estabelecidos pelo protocolo da Sociedade Brasileira de Doenças Vasculares, no manejo da administração da alteplase. No entanto, o paciente deveria ter sido encaminhado para unidade de terapia intensiva após trombólise conforme protocolo, porém devido a superlotação hospitalar o mesmo permaneceu na sala de estabilização. Além disso, observou-se uma subnotificação do registro no prontuário sobre as medidas da pressão arterial sistêmica, mesmo sendo o paciente monitorizado durante as 24 horas de acordo o protocolo. Faz-se necessário a criação de estratégias de educação da população para que os mesmos possam reconhecer os sintomas do AVC, sua gravidade e a necessidade de buscar imediata um serviço de emergência, pois em vários estudos randomizado foi comprovado a eficácia dessa terapia na redução das sequelas neurológicas, sendo também positivo no presente estudo.

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