Resumo Trabalho

AVALIAÇÃO MULTIPROFISSIONAL DA DOR EM IDOSOS: DESAFIOS DOS CUIDADOS PALIATIVOS.

ADRIANA MARIA DOS SANTOS MENDONÇA , CARLA MARIANA SOUSA DE JESUS, ELIENAI SANTANA BORGES, LETICIA KELLY DE MACEDO e orientado por IGOR DE MATOS PINHEIRO e orientado por IGOR DE MATOS PINHEIRO

AVALIAÇÃO MULTIPROFISSIONAL DA DOR EM IDOSOS: DESAFIOS DOS CUIDADOS PALIATIVOS Adriana Maria dos Santos Mendonça; Carla Mariana Sousa de Jesus; Elienai Santana Borges; Letícia Kelly de Macedo; Igor de Matos Pinheiro. Obras Sociais Irmã Dulce. adrianamendonca.pos@bahiana.edu.br INTRODUÇÃO: A dor é uma experiência sensorial desagradável, decorrente de uma lesão real ou potencial nos tecidos do corpo e é modificável por alguns estímulos como: memória, expectativas e emoções do indivíduo. Diante desta conjuntura, torna-se importante trazer à tona a discussão sobre avaliação da dor em idosos em cuidados paliativos, pois se trata de uma população diferenciada que na grande maioria apresenta déficits cognitivos e por isso o manejo da dor torna-se prejudicado e assim limita qualidade de vida dos idosos. OBJETIVO: Relatar a experiência das residentes de psicologia, enfermagem e fisioterapia da Residência Multiprofissional em Atenção à Saúde da Pessoa Idosa durante a atuação na unidade de Cuidados Paliativos. METODOLOGIA: Trata-se de um relato de experiência, descritivo, acerca da avaliação multiprofissional da dor em idosos, pelas residentes do Programa de Residência Multiprofissional em Atenção a Saúde da Pessoa Idosa durante sua atuação na unidade de Cuidados Paliativos no centro de geriatria e gerontologia na cidade de Salvador-Bahia, entre os meses de maio a agosto de 2017. RESULTADOS E DISCUSSÃO: O contato inicial na unidade permitiu a troca de saberes e oportunizou experiência das residentes com as principais diretrizes dos Cuidados Paliativos. Durante a vivência no setor foi possível a discussão diária de cada caso clinico à beira leito, junto à equipe multidisciplinar, o que viabilizou a tomada de decisão das medidas para cada caso específico. Além disto, semanalmente eram realizadas discussões multiprofissionais com preceptores da residência e com todos os profissionais que atendiam este idoso para o desenvolvimento de estratégias e melhor abordagem dos cuidados. Pode-se observar durante a experiência das residentes, que o manejo e controle da dor é de difícil avaliação e com isso se torna necessário que os profissionais tenham suporte educacional contínuo para um melhor entendimento da complexidade do idoso nesse patamar do cuidado. Durante este aprendizado foi necessário identificar os sinais particulares de cada idoso, seja pelo aumento do trabalho respiratório, um arrepio, faces de dor, reação de retirada do membro ou até mesmo abertura acentuada das pálpebras, que pudessem representar uma sensação de dor. Destaca-se também a necessidade de um processo educacional contínuo em busca de conhecimentos para embasamento das ações nos Cuidados Paliativos. CONCLUSÃO: Esta experiência permitiu as residentes ampliar o olhar e torná-lo mais humanizado, o que já é de suma importância para abordagem da dor, sintoma limitante e que gera diversos aspectos negativos na qualidade de vida dos pacientes. Portanto, faz-se necessário a troca de saberes entre a equipe multidisciplinar para maior sensibilidade para os sinais que possam representar uma resposta frente a dor não sendo confundido com sinais e comportamentos comuns da doença de base. Além disso, é importante seguir a premissa dos Cuidados Paliativos de acrescentar vida aos dias, dando dignidade e conforto ao idoso e sua família.

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