Resumo Trabalho

ESTRATÉGIAS NÃO FARMACOLÓGICAS DE PREVENÇÃO AO SUICÍDIO ENTRE OS IDOSOS: REVISÃO SISTEMÁTICA

LARISSA DANDARA LIMA DOS SANTOS, ALBA BENEMERITA ALVES VILELA, LÍVIA MARIA ZACARIAS CLAUDINO e orientado por TITO LÍVIO RIBEIRO GOMES DO NASCIMENTO e orientado por TITO LÍVIO RIBEIRO GOMES DO NASCIMENTO

Introdução: o suicídio é um problema global de saúde pública que atualmente é responsável por mais de um milhão de mortes em todo o mundo, e é um problema especialmente grave entre os idosos. As taxas de suicídio entre os idosos são o dobro das da população geral. Com base nisto objetivamos neste estudo identificar as melhores evidências disponíveis sobre estratégias de prevenção ao suicídio na população idosa. Metodologia: Este estudo trata-se de uma revisão sistemática de artigos encontrados nas bases de dados Scielo, PubMed, Lilacs, Medline, Bireme e Medcarib. Resultados: Para nossos propósitos utilizamos as combinações dos seguintes descritores: “suicídio”, “idoso” e “prevenção primária”. 618 artigos foram encontrados, dos quais 7 satisfizeram nossos critérios de inclusão. Destes, 2 artigos eram revisões sistemáticas, 3 estudos de coorte, 1 estudo de caso controle, e 1 pesquisa qualitativa do tipo estudo de campo. Foi encontrada uma revisão sistemática realizada por Cornelis, ao qual identificou 6 intervenções, que foram: 1.Treinamentos com médicos de clínica geral para melhorar suas habilidades na detecção e gerenciamento de riscos de suicídio, 2.Campanhas de conscientização pública e cooperação com a mídia 3.Sessões de treinamento para porteiros, multiplicadores e facilitadores comunitários na detecção de depressão e riscos de suicídio 4.Serviços e atividades de auto-ajuda para grupos de alto risco. 5.Restrição do acesso a possíveis meios letais para o suicídio, 6.Melhoria do acesso aos cuidados. Outra revisão feita por LeFevre identificou que as atividades de prevenção que se mostram correlacionadas com menores taxas de suicídio incluem desintoxicação de gás doméstico e descontinuação do uso de pesticidas altamente tóxico. Instalar barreiras em locais frequentes de salto suicidas, restringir acesso a armas de fogo ou outras armas, produtos químicos domésticos ou venenos, ou materiais que podem ser usados para pendurar ou sufocação. Raue em Nova York desenvolveu e avaliou os estudos PROSPECT que consistiu em psicoterapia interpessoal e IMPACT que consistiu no tratamento para solução de problemas, ambas as intervenções mostraram resultados promissores na redução dos sintomas depressivos e na presença de ideação suicida. Outro trabalho realizado por Stanley e Brown teve como estratégia de prevenção ajudar pacientes a desenvolver uma lista de estratégias de enfrentamento e apoio informal e formal para que os pacientes possam usar na prevenção de crises suicidas. Estudo realizado por Figueiredo objetivou saber quais foram as estratégias elaboradas por idosos para superar o comportamento suicida, os resultados mostraram que a religiosidade, o apoio familiar e social a retomada da autonomia, o suporte oferecido pelos serviços de saúde e o contato com animais de estimação foram as estratégias utilizadas pelos idosos. Um estudo de coorte realizado no Japão por Oyama implementou oficinas de saúde mental, atividades grupais, exames de depressão anuais e auto avaliação da depressão onde estas se mostraram eficazes nas redução das taxas de suicídio entre idosos. Conclusão: Conseguimos identificar estudos que implementaram e identificaram estratégias não farmacológicas de prevenção ao suicídio entre idosos. Onde estas se mostraram eficazes na redução do risco ao suicídio. É necessário que haja mais pesquisas para identificar mais estratégias, e fazer com que estas estratégias sejam efetivadas nos serviços de saúde.

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