Resumo Trabalho

ÓBITOS DE IDOSOS POR DEMÊNCIAS NA REGIÃO NORDESTE DO BRASIL: PANORAMA DE UMA DÉCADA

FERNANDA ROCHELLY DO NASCIMENTO MOTA e orientado por PROFA DRA MARIA CÉLIA DE FREITAS e orientado por PROFA DRA MARIA CÉLIA DE FREITAS

Objetivou-se descrever os dados relativos aos óbitos por demências entre idosos residentes nas unidades federativas da região Nordeste do Brasil, a partir dos registros do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), acessado através do endereço eletrônico do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Trata-se de estudo descritivo, documental, retrospectivo, de natureza quantitativa. Acessou-se o endereço eletrônico do DATASUS, e em seguida os seguintes links, sequencialmente: “Informações de Saúde/Tabnet”; “Estatísticas vitais- mortalidade e nascidos vivos”; “Mortalidade – de 1996 a 2015 pelo CID 10 (Classificação Internacional de Doenças 10)”; “Mortalidade geral”. Selecionaram-se então, os nove estados da região Nordeste do Brasil, um a um, como áreas de abrangência geográfica. As buscas aos dados foram realizadas por “Categoria CID 10”, selecionando-se: demência na Doença de Alzheimer (código F00), demência vascular (F01), demência em outras doenças classificadas em outra parte (F02), demência não especificada (F03), e Doença de Alzheimer (G30). Coletaram-se então, para cada um dos estados nordestinos, os dados de mortalidade referentes aos óbitos motivados por tais categorias – CID 10, para a faixa etária a partir de 60 anos, no período compreendido entre 2006 e 2015. Os resultados revelaram, considerando-se o período de tempo investigado, número total de 19709 óbitos por demências registrados entre pessoas idosas nos nove estados integrantes da região nordeste do Brasil. Estudos que proponham investigação acerca dos fatores intervenientes na distribuição geográfica dos casos de demências nas regiões brasileiras revestem-se de relevância, a fim de melhor elucidação dessa questão. Cabe ressaltar, ademais, que o número de casos encontrados reflete relevante fotografia espacial da mortalidade por síndromes demenciais entre idosos nordestinos. Destaca-se que, do total, 84,4% dos óbitos foram por DA (código G30 – CID 10). Os outros 15,6% foram motivados por todas as demais demências investigadas. Quanto ao número de óbitos em todos os estados, por ano de ocorrência, teve-se que 2014 foi o que apresentou mais registros (4668), seguido pelo último ano da década estudada (2015: 3536 óbitos).Ressalta-se o notável crescimento temporal ascendente da quantidade de óbitos no decorrer dos anos em análise: o aumento foi de quase 400% entre os anos 2006 e 2015, sugerindo tendência de continuidade de acréscimo no número de casos nos anos subsequentes. Quanto aos óbitos por estado nordestino, verificou-se que o Ceará foi o que apresentou maior número de registros de óbitos de idosos por demências (4980), seguido pelos estados da Bahia (3955) e Pernambuco (3428), respectivamente. Alagoas, por sua vez, foi a unidade federativa nordestina com menor número de casos registrados (744), seguido por Sergipe (813), Maranhão (900) e Piauí (901), respectivamente. Verificou-se que nas nove unidades federativas em investigação, prevaleceram as mulheres como principais vítimas fatais das demências, bem como na faixa etária maior que 80 anos. O estudo permitiu traçar o panorama geral de uma década de mortalidade por demências entre a população idosa do nordeste brasileiro, fornecendo relevantes informações de saúde pública sobre o problema nessa região geográfica do país.

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