Resumo Trabalho

QUALIDADE DE VIDA: PERCEPÇÃO DOS IDOSOS COM DIABETES

KEILA CRISTIANNE TRINDADE DA CRUZ, HELENA BEATRIZ RODRIGUES DA CUNHA, ANDRÉA MATHES FAUSTINO e orientado por KEILA CRISTIANNE TRINDADE DA CRUZ e orientado por KEILA CRISTIANNE TRINDADE DA CRUZ

O Brasil vive uma mudança no perfil demográfico e epidemiológico da população. As causas envolvem a diminuição da taxa de natalidade e o aumento da expectativa de vida. Com o aumento da expectativa de vida, o índice de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) tem aumentado ano após ano. Como forma de tratamento as DCNT, têm-se a manutenção de alimentação saudável e a prática de atividades físicas. Um exemplo de DCNT é o Diabetes Mellitus (DM), que pode afetar a qualidade de vida (QV). Define-se QV como um constructo social complexo que envolve multifatores da vida em âmbito pessoal, profissional e social. Nesse sentido, o presente estudo tem como objetivo identificar a percepção de idosos com diabetes acerca de sua QV. Trata-se de um estudo qualitativo com os idosos participantes do Programa Doce Desafio (PDD) da Universidade de Brasília (UnB). A coleta de dados se deu por meio de entrevista com 7 idosos. Inicialmente foram realizadas perguntas referentes à caracterização demográfica e de saúde do participante. Em seguida, realizadas perguntas referentes à sua QV: “Para o(a) Sr(a). o que é qualidade de vida?” “O que o (a) Sr (a). considera que melhora sua QV?” e “Qual(is) fator(es) o(a) Sr(a). acredita que prejudique sua QV?” “Ter diabetes interfere na sua QV? Por quê? ”. Os critérios de inclusão na amostra foram: ter DM; participar do PDD, ter 60 anos ou mais e aceitar participar da pesquisa assinando o TCLE e o Termo de Autorização para Utilização de Imagem e Som de Voz para fins de pesquisa. As entrevistas prosseguiram até a obtenção de saturação das informações. O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília e recebeu o parecer: 1.601.210. Foram entrevistados sete idosos com DM, entre eles, seis mulheres e apenas um idoso do sexo masculino. Casados, todos com superior completo, aposentados, com renda pessoal aproximada de 5,7 salários mínimos, utilizam carro próprio para se locomover até o PDD e no transporte diário em geral. Em relação à DM, a maioria tem mais 10 anos de diagnóstico da doença, não usam insulina, fazem uso de hipoglicemiante oral e frequentam o PDD há pouco tempo. A saúde esteve presente na fala de todos os entrevistados, bem como a alimentação. Relacionamentos familiares e sentir-se importante para alguém foram citados como fatores que melhoram a QV desses idosos. Por outro lado, problemas financeiro e ansiedade prejudicam a sua QV. O enfermeiro, especialmente, tem papel educador e deve conhecer as especificidades envolvidas na vida do idoso com DM e realizar atividades que preconizem a educação em saúde, para que seja realizado o empoderamento dos idosos com DM por meio de informações sobre a doença, tratamentos possíveis, fatores de risco e de proteção para pessoas com DM.

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