Resumo Trabalho

PRODUTIVIDADE AGRÍCOLA DO MILHO HÍBRIDO AG7088 VT PRO3 CULTIVADO SOB DIFERENTES DOSES DE NITROGÊNIO

WEMERSON SAULO DA SILVA BARBOSA, ALLAN HEMERSON DE MOURA, CLÁUDIO JOSÉ SORIANO CORDEIRO, GUILHERME BASTOS LYRA e orientado por IÊDO TEODORO e orientado por IÊDO TEODORO

A produção de milho grão em alagoas possui baixos índices produtivos, equivalente a 0,83 toneladas ha-1 (LSPA/IBGE, 2017), justificada pela dependência das condições meteorológicas, devido a irregularidade das precipitações pluviais, e pela carência na difusão de tecnologia aos produtores, tal como a recomendação de fertilizantes, principalmente no uso racional do nitrogênio (N), elemento essencial para o pleno crescimento e desenvolvimento das culturas agrícolas (FORNASIERI FILHO, 2007). Submetendo os cultivos a deficiência nutricional e declinando o rendimento das plantas. O presente trabalho teve por como objetivo avaliar a produtividade agrícola da cultura milho submetido a diferentes doses de nitrogênio (N) na região da zona da mata alagoana.O experimento foi conduzido entre 29 de fevereiro a 20 de junho de 2016, na área experimental do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Alagoas, Rio Largo – Alagoas, em um latossolo amarelo distrocoeso argissólico de textura média/argilosa. O delineamento experimental utilizado foi em blocos ao acaso, com quatro repetições, compreendendo quatro doses de nitrogênio (N), na forma de ureia (45% N): 0 (zero), 75, 150 e 225 kg ha-1, respectivamente.A Colheita foi realizada em 20/06/2016 (113 DAS), a produtividade agrícola (PA) foi estimada pela pesagem dos grãos existentes nas plantas da área útil de cada parcela (9,6 m2). Os dados obtidos foram submetidos à análise variância, por meio do programa estatístico Sisvar (FERREIRA, 2008), sendo analisados por regressão polinomial quadrática a (p ≤ 0,05).Durante os 113 dias do ciclo produtivo, houve excesso de água em 82 dias com chuva (73,21%), total de 599,4 (mm) ao longo do experimento, e apenas e 30 dias sem chuva (26,78%). O maior evento de precipitação diária ocorreu na fase inicial 68,1 mm, 3 DAS. A evapotranspiração da cultura (ETc) variou de 1,94 mm a 5,70 mm, com média de 4,0 mm dia-1, acumulando 451,94 mm. A produtividade agrícola teve efeito significativo, pelo teste F a (p≤ 0,01) (Tabela 1), a dose máxima eficiente de N de 171,82 kg de ha-1, promoveu a produtividade máxima (t ha-1) de 7,97 t ha-1, em seguida, a produtividade decaiu 2%.A PA máxima superou a média nacional (4,2 t ha-1) (CONAB, 2017), em aproximadamente 89,76%, e comparando os valores entre a dose máxima eficiente 171,82 kg de ha-1 e a maior dose aplicada neste experimento 225 kg ha-1, verifica-se a economia de R$ 149,86 aproximadamente 34% na aplicação de N ha-1, com valores de PA de 7,97 e 7,80 t ha-1, respectivamente, ou seja, incremento de 30,95%, equivalente a 0,17 t ha-1. O custo a mais de R$ 194,00 ha-1, com a adubação de 75 kg ha-1 de N, eleva significativamente a lucratividade do produtor, 25,43% ao ser comparada com a dose 0 (zero) kg ha-1. A produtividade do milho foi influenciada pela adubação nitrogenada. O rendimento de grãos máximo (t ha-1) estimado é de 7,97 t ha-1, obtido com a dose de 171,82 kg de nitrogênio por hectare. O modelo polinomial quadrático demonstrou bom ajuste para a produtividade da cultura do milho.

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