Resumo Trabalho

USO DA MACRÓFITA LEMNA PARA REMOÇÃO DE MATÉRIA ORGÂNICA REMANESCENTE DE EFLUENTE TÊXTIL TRATADO POR PROCESSO FISICO-QUÍMICO

ANA PAULA A. FEITOSA, RAQUEL FERREIRA DO NASCIMENTO, MARILEIDE LIRA DE ARAUJO TAVARES e orientado por ELIZABETH AMARAL PASTICH GONÇALVES e orientado por ELIZABETH AMARAL PASTICH GONÇALVES

O polo de confecções do Agreste pernambucano é o segundo maior polo têxtil do Brasil. A indústria têxtil consome grande quantidade de água e produz grande volume de águas residuais. As lavanderias, no setor têxtil, surgem como apoio às indústrias de confecções de jeans e usam uma quantidade considerável de água e produtos químicos . O lançamento de efluentes sem tratamento em ambientes aquáticos pode resultar em grande impacto ambiental. Para o tratamento desses efluentes, existem vários métodos, tais como oxidação química, coagulação e floculação, filtração, etc. Atualmente, um método muito discutido é a utilização de macrófitas flutuantes, graças a sua capacidade de absorver nutrientes e compostos orgânicos da água. Determinadas espécies, por requererem elevadas concentrações de nutrientes, vêm sendo utilizadas com sucesso na recuperação de rios e lagos eutrofizados, pois suas raízes formam uma densa rede capaz de reter até as mais finas partículas em suspensão, além de absorverem substâncias tóxicas. Diante do exposto, o presente projeto teve como objetivo avaliar a eficiência de 10 Estações de Tratamento de Efluente (ETE) têxtil em Caruaru e propor um pós-tratamento utilizando a macrófita Lemna sp. na remoção de matéria orgânica remanescente. A primeira etapa da pesquisa consistiu no monitoramento de 10 estações de tratamento de efluente de lavanderia de jeans utilizando processo físico-químico, localizadas em Caruaru-Pernambuco. Esta primeira etapa objetivou observar se as ETE’s conseguem tratar os efluentes de forma adequada. A segunda etapa da pesquisa objetivou avaliar se macrófitas da espécie Lemna sp. conseguiriam realizar um polimento do efluente tratado, principalmente no tocante a remoção de matéria orgânica. Para tanto foi montado um experimento em escala laboratorial, que durou 9 dias. Espécimes foram coletadas em ambiente natural próximo ao lançamento de efluente têxtil, foram levadas ao laboratório, lavadas, separadas e pesadas, e cerca de 4 g de macrófitas foram adicionadas em béqueres de 2 L. Como mostrado no desenho esquemático da Figura 1, os béqueres foram preenchidos com efluente têxtil real, na concentração de 50 e 100%. Para o controle, foram montados béqueres com a presença de macrófitas e outros sem as macrófitas. Todo o experimento foi montado em triplicata.

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