Resumo Trabalho

VARIABILIDADE DA CHUVA DO RIO GRANDE DO NORTE, UTILIZANDO A TRANSFORMADA DE ONDELETAS

ADRIANA DE SOUZA COSTA, WANESSA LUANA DE BRITO COSTA, FERNANDA GONCALVES ROCHA e orientado por CÉLIA CAMPOS BRAGA e orientado por CÉLIA CAMPOS BRAGA

O estado do Rio Grande do Norte sofre intensa variabilidade nos padrões de precipitação, deste modo, o propósito do estudo é relacionar os mecanismos atmosféricos que modulam à precipitação em regiões homogêneas no Estado, através da Transformada de Ondeletas- TO. Para tal utilizou-se dados de precipitação mensal do período de 1985 a 2016. Aplicou-se a TO a séries mensais de quatro localidades pluviométricas pertencentes a regiões homogêneas (RH) já existentes, as quais foram delimitadas previamente pelo método de agrupamento de K-means, e ajustada pelo teste de significância de Bartlett. Os resultados da TO apresentados no espectro de energia e de potência global da ondeleta evidencia que o ciclo anual é dominante em todas as regiões do Estado. Além da escala anual, observa-se no espectro de energia da ondeleta da chuva, outras interações tanto em escalas de tempo menores, sazonal e semestral, quanto com maiores de 4 a 8 anos para o grupo 1, e de 2 a 4 anos nos grupos 3 e 4, principalmente nos anos de ENOS, onde estas interações entre sistemas atmosféricos em escalas meteorológicas diferentes atuaram para a produção dos índices pluviométricos. Observou-se também que para anos específicos essas interações podem estar associadas com os eventos de La Niña e EL Niño, assim como, outros sistemas meteorológicos de diferentes escalas de tempo que favorecem a produção de chuvas na região, tais como: a posição da ZCIT, sistemas de brisas e distúrbios de leste. A análise foi capaz de mostrar que a construção das séries faz parte de interações complexas em diferentes escalas.

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