Resumo Trabalho

DISPONIBILIDADE HÍDRICA NO SOLO PARA A CULTURA DO MILHO, EM FUNÇÃO DE CULTIVARES, NA REGIÃO DOS TABULEIROS COSTEIROS DE ALAGOAS

JEFERSON MIGUEL DIAS SANTOS, FRANKLIN ALVES DOS ANJOS, RENATO AMERICO DE ARAUJO NETO, ARTHUR LUAN DIAS CANTARELLI e orientado por WEMERSON SAULO DA SILVA BARBOSA e orientado por WEMERSON SAULO DA SILVA BARBOSA

A cultura do milho (Zea mays L.) possui grande possibilidades de aplicações, representando uma importante contribuição na alimentação humana e animal, ou ainda como matéria prima para a indústria. O rendimento da cultura apresenta alta variabilidade, devido a suas características fisiológicas. O potencial de crescimento, desenvolvimento e rendimento do milho associam-se às características genéticas e às condições ambientais, o que leva à grandes discrepâncias entre os rendimentos obtidos e os rendimentos potenciais da cultura. Desta forma, objetivou-se com o presente trabalho avaliar seis cultivares de milho, identificando as cultivares que melhor se adaptam às condições da região da Zona da Mata Alagoana. O experimento foi conduzido no período de junho a outubro de 2015, na área experimental do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Alagoas (CECA/UFAL). O delineamento experimental foi em blocos casualizados com 6 tratamentos e 5 repetições. Os tratamentos constaram de 6 cultivares de milho, sendo três híbridos (AG-7088, AG-7098 e AG-8677) e três variedades (AL-Bandeirante, Jaboatão e Batité), cultivados a campo em regime de sequeiro. Os dados e parâmetros meteorológicos foram obtidos com sensores acoplados a uma estação automática mantida pelo Laboratório de Agrometeorologia e Radiação Solar da Universidade Federal de Alagoas (LARAS-UFAL). Com os dados de precipitação pluvial e temperatura do ar, executaram-se os balanços hídricos para cada cultivar, avaliando os ciclos vegetativos correspondentes a cada cultivar estudada considerando o comprimento do ciclo a partir da semeadura até o início da maturação fisiológica. No balanço hídrico para as cultivares AL-Bandeirante e AG8677, observa-se que houve um excedente de 507, 48 mm e o déficit de 93,63 mm, ambos atingiram a maturação fisiológica no dia 28 de setembro (112 DAP). Durante o período experimental a variedade Jaboatão apresentou um excesso (510,92 mm) e um déficit hídrico (132,14 mm), atingindo a maturação fisiológica aos 122 DAP. Em relação as cultivares AG 7088 e AG 7098 foi verificado um excedente e uma deficiência hídrica de 508,39 e 100,9 mm, respectivamente, ambas atingiram a maturação fisiológica aos 114 DAP. Entre as seis cultivares estudadas, a cultivar Batité, atingiu a maturação fisiológica no dia 05 de outubro (119 DAP), apresentando o menor excedente hídrico de 506,21 mm e o déficit de 122,12 mm. A semeadura das cultivares ocorreu na mesma data, todavia observou-se que, a maturação fisiológica ocorreu em diferentes momentos, o qual foi influenciado pela precocidade de cada cultivar. Como consequência, existiram diferenças relacionadas à distribuição hídrica. Por outro lado, o excesso hídrico (370,81 mm) ocorrido entre os 12 e 26 DAP, sendo a adubação de cobertura feita aos 15 DAP, pode ter ocasionado a lixiviação dos nutrientes disponíveis na solução do solo, levando à redução dos processos fisiológicos da cultura, o que prejudicou o desenvolvimento ótimo das plantas, ocasionando redução no rendimento agrícola. O híbrido AG-8677 apresentou uma maior adaptabilidade as condições ambientais da área de estudo. A distribuição irregular das chuvas, principalmente nos períodos críticos da cultura, prejudica o desenvolvimento e o rendimento agrícola.

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